Internacional

Costa Rica: milhares de trabalhadores se mobilizara contra o FMI

Em uma caravana de carros e grupos de manifestantes, milhares de trabalhadores marcharam pelas ruas de San José, rompendo definitivamente o clima de paz social da pandemia. O Esquerda Diário Costa Rica entrevistou aos principais dirigentes sindicais e da esquerda.

quarta-feira 7 de outubro| Edição do dia

As maiores organizações sindicais do país, como ANDE e APSE, se mobilizaram desde o Paseo Cólon até a Assembléia Legislativa, passando pelo Ministério da Fazenda na Avenida Segunda, no centro da capital. Suas principais consignas foram dirigidas contra o Fundo Monetário Internacional e contra a política de governo de Carlos Alvarado de endividar-se com o organismo financeiro.

Fruto das mobilizações o Governo havia denunciado que retirava momentaneamente a política de endividamento com o FMI. A mobilização exigiu o rechaço definitivo ao FMI e a política de ajuste do Governo de Alvarado.

Saray Esquivel, secretária geral de APSE, declarou que exigem do governo "que não faça negociações com o Fundo Monetário9 Internacional" e que "como trabalhador da educação se sentem contentes pelo respaldo" da mobilização.

Desde o Sindicato da Educação Costarriquenho também disseram que "rechaçamos as negociações com o Fundo Monetário Internacional".

Gilberto Cascante, presidente da Associação Nacional de Educadores, Enfatizou que "se sentem preocupados porque todos vamos ter que pagar as consequências" de um futuro endividamento com o FMI.

Luis Chavarría de UNDECA sindicato do setor da saúde, disse que "o Governo se viu forçado a retroceder pelas mobilizações" mas que era somente uma "manobra" do governo.

Finalmente, Albino Vargas de ANEP, declarou que a posição do governo, de retroceder momentaneamente na política de endividamento diante das mobilizações convocadas pelo Movimento de Resgate Nacional, "é uma armadilha do mentiroso Alvarado, para desmobilizar este movimento". Vargas foi categórico em que era parte do movimento encabeçado por Corrales.

Paola Zeledón, militante da Organização Socialista Pão e Rosas Costa Rica, destacou a importância de convocar um Encontro Nacional de Trabalhadores para que a classe trabalhadora possa votar um plano de luta, assim como chamou a "manter a independência política da esquerda e a classe trabalhadora frente a direção de José Miguel Corrales, no marco de outras medidas como o Não ao pagamento da dívida externa, a unificação do sistema de saúde para atender à pandemia, a nacionalização sob controle dos trabalhadores da indústria de partes médicas para produzir o necessário, impostos as grandes fortunas, fim das demissões, suspensões e reduções de jornadas, entre outros.

Esta mobilização é importante porque é uma demonstração da profunda oposição da classe trabalhadora, dos pequenos proprietários e do povo pobre diante da política de Governo de Carlos Alvarado. Durante os últimos meses o Governo avançou contra a classe trabalhadora atacando direitos, salários, permitindo demissões, suspensões,, etc. Em um marco de "unidade nacional" com os partidos empresariais durante a pandemia. Este clima de "unidade nacional" parece haver chegado a seu fimm e agora a iniciativa parece estar surgindo dos setores mais golpeados da pandemia.




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