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Corrupção: Carlos Bolsonaro é investigado por empregar funcionários "fantasmas"

O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), é investigado em dois procedimentos do Ministério Público do Rio (MP-RJ) por suspeitas de ter mantido funcionários "fantasmas" em seu gabinete na Câmara Municipal.

quarta-feira 11 de setembro| Edição do dia

O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), é investigado em dois procedimentos do Ministério Público do Rio (MP-RJ) por suspeitas de ter mantido funcionários "fantasmas" em seu gabinete na Câmara Municipal. As denúncias de supostas irregularidades no escritório do filho "02" do presidente Jair Bolsonaro começaram a ser publicadas pela imprensa depois que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), irmão de Carlos, passou a ser investigado por práticas parecidas.

O jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, revelou o caso de Claudionor Gerbatim de Lima e Márcio da Silva Gerbatim. Eles são parentes de Fabrício Queiroz, pivô da investigação envolvendo Flávio e seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que está suspensa por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os Gerbatim também trabalharam no gabinete de Carlos na Câmara e não têm registros de frequência.

Confirmada pelo Estado, a informação sobre a instauração dos procedimentos abertos pelo Ministério Público estadual foi revelada pela revista Época. As investigações, que estão sob sigilo, correm em duas esferas: a criminal, que está nas mãos do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, com auxílio do Grupo de Atribuição Originária Criminal (Gaocrim); e a cível, na qual se verifica se houve improbidade administrativa.

As investigações contra Flávio Bolsonaro, que apuram as práticas de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, estão suspensas por terem usado informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial prévia. Dias Toffoli suspendeu provisoriamente todos os casos enquadrados nesse perfil.

Não é de hoje que as denúncias deste tipos com os membros da família Bolsonaro vem à tona, e que mostram bem que seus discursos de combate à corrupção e privilégios são demagógicos, e que não passa de um discurso reacionário e anti-operário para justificar as medidas autoritárias e os diversos ataques contra a classe trabalhadora. Enquanto o clã Bolsonaro continua cheio de privilégios, os ataques aos trabalhadores continua, como a Reforma da Previdência e a MP da liberdade econômica que venho apenas para retirar direitos dos trabalhadores para aumentar os lucros dos capitalistas.




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