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Golpista do Ceará | Coronel da reserva convoca “formação para-militar” para invadir o STF e o Congresso no dia 7

Bolsonarista e coronel da reserva, Davi Azim, do Ceará, fez um vídeo escancaradamente golpista. Ele convoca a formação de grupamentos “para-militares”, de 100 pessoas cada e comandado por algum militar, para invadir o STF e o Congresso no dia 7 de setembro. Diz que Bolsonaro e as Forças Armadas devem apoiar a ação.

terça-feira 24 de agosto | Edição do dia

O vídeo divulgado nessa segunda-feira (23) chama atenção pelo nível de golpismo. O bolsonarista fala abertamente em criar “grupamentos de 100 pessoas” que esteja sob o comando de um militar cada, para fazer a frente da invasão ao STF e ao Congresso. Caso não possam entrar pacificamente, ele chama ao “enfrentamento”.

O vídeo ocorre em meio à escalada de atritos entre Bolsonaro e o STF. A Corte, que vem dando apoio às reformas neoliberais e privatizações de Bolsonaro, leva à frente o inquérito das fake news desde 2019 e mais recentemente mandou prender e fazer buscas e apreensões de aliados de Bolsonaro. São dois projetos autoritários em curso que brigam agora, mas se unem para aprovar ataques contra a maioria da população. Válido lembrar que enquanto Bolsonaro denuncia fraude nas eleições, para se preparar à possível derrota em 2022, em 2018 as eleições foram manipuladas pelo próprio poder judiciário, com STF a frente, retirando o principal candidato do pleito.

Bravata ou não, essas ameaças golpistas são inaceitáveis. A proposta desse coronel da reserva é avançar em um projeto ainda mais repressivo contra a maioria da população. E para combater essa extrema-direita asquerosa, é preciso confiar na força organizada dos trabalhadores e da juventude, pois unidos e organizados desde já somos mais fortes para se enfrentar contra qualquer ataque. Nesse combate, não é possível despositar confiança nas instituições que apoiaram o golpe de 2016, como o próprio STF, o Congresso e o Exército, e que nesse momento estão avalizando todas as reformas e ataques do governo Bolsonaro. Confiemos em nossas próprias forças.

- Leia mais sobre o assunto: Disputas entre projetos autoritários e ataques de grande intensidade

A fala do coronel é abertamente golpista e fruto desse regime que desde o golpe de 2016 vem se estruturando mais à direita. Veja ela na íntegra abaixo e ao final da matéria é possível ver o vídeo

Ninguém pode ir pra Brasília simplesmente pra passear, balançar bandeirinhas e tampouco ficarmos somente acampados. Nós que estamos, se Deus quiser, em milhão ou mais, é o que eu espero, temos que realmente nos programarmos lá. E aqui vai o meu recado para a nossa ação. Como todos sabemos, nós teremos vários reservistas lá. Teremos também R2, pessoas que tem um conhecimento de como fazer formações de grupamentos para pudermos nos organizarmos e adentrarmos o STF e ao Congresso. A minha proposta é essa. Eu tenho combinado isso com o Anilo, que é um militar também da reserva. Estarei me comunicando para isso com meu amigo Tonio Ambrózio que é um outro militar da reserva e lá também levaremos outros que entendem sobre essa formação militar, cívico-militar.

Gente, chega de só estarmos apenas amedrontando. O único momento que eles tiveram medo foi quando os blindados pararam defronte ao planalto. Isso é uma coisa que nós vimos. Mas desta vez, eu irei a Brasília tendo um carro de som e que eu possa, junto com esses outros militares que lá se encontrarão, formarmos grupos grupamentos, fazendo testa de mais ou menos 100 pessoas, vários deles. E daí, sob o comando de cada grupamento, de 1 militar, eu espero que os caminhoneiros e o pessoal do agronegócio, entendam isso, pela experiência que já temos nesse tipo de ação, e vamos juntos adentrarmos o STF e ao Congresso. Teremos a bandeira do Brasil na frente, comandando. Iremos organizados e queremos entrar na paz. Mas caso haja reações, aí sim nós vamos ter que enfrentarmos. Mesmo com a força. Porque o que tiver lá para nos impedir, nós poderemos atropelarmos.

Com certeza com esse número de pessoas que eu imagino que compareça a Brasília porque é a história que nós estamos sob o limbo de uma navalha e não podemos deixar que eles nos cortem. nós temos que tomar atitudes severas. O povo forçará, com isso, a ação do nosso presidente e das nossas Forças Armadas. Com certeza estarão atrás de todos nós para darmos a proteção da mão armada. Mas o que mais é importante é o nosso planejamento de ação, a formação para-militar de todos nós. Eu me proponho a isso porque eu não vou mais a lugar nenhum se não for para adotar atitudes. Ficar no blablabla, no mimimi, vou fazer isso, vou fechar isso, não! Isso aí, não! Eu quero a compreensão de todos os caminhoneiros, desses heróis da estrada, desses homens que estão predispostos a retomar o nosso Brasil, a prender a todos por causa de seus crimes cometidos contra a nação, contra o povo. Nós não estamos aqui mais pra qualquer brincadeira. Então pessoal que estará totalmente em Brasília eu peço uma resposta que aceitam ou não. Que nós possamos comandar esses grupamentos de uma forma organizada.”




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