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ENCONTRO VIRTUAL ED | Convidamos as trabalhadoras da linha de frente da saúde para o encontro virtual de trabalhadores do Esquerda Diário

quinta-feira 24 de junho | Edição do dia

O Esquerda diário convida a todas as categorias essenciais que estiveram na linha de frente do combate ao COVID-19 para estarem presente no Encontro Virtual do Esquerda Diário como parte de fortalecer as lutas em curso.

O colapso saúde que se tem enfrentado no país, com falta de leitos de UTI, de medicação e ventiladores para intubação, enfermarias inteiras fechadas, podem parecer para o leitor desavisado somente um efeito de uma pandemia mundial que tem tirado a vida de milhares de pessoas e aqui no Brasil chegou a marca dos 500 mil mortos. Contudo, toda trabalhadora da saúde sabe bem que essas mortes evitáveis são o efeito primeiramente de uma política negacionista encabeçada por Bolsonaro e Mourão e com aval dos militares seguida de medidas pouco eficiente de governadores e prefeitos. Mas também, são reflexos de uma política neoliberal de ataques sistemáticos ao SUS, como o congelamento dos gastos de saúde e educação aprovada ainda em 2016 logo após o golpe institucional. Essa e outra medidas que deixaram as trabalhadoras da linha de frente do combate ao COVID-19 numa guerra sem armas.

Ao longo de mais de um ano de pandemia, nós do Esquerda Diário, viemos denunciado as condições absurdas de trabalho dos setores essenciais. Que não tiveram direito ao isolamento social, em muitos lugares precisaram lutar para ter acesso aos EPIs, que é um direito básico, e agora também há vacina. Isso se dá pela absurda separação que os patrões e políticos fazem entre efetivos e terceirizados, fazendo com que muitos trabalhadores sequer sejam reconhecidos como trabalhadores da linha de frente. Nem mesmo uma crise sanitária, altera o “status quo” dos de cima que seguem precarizando a vida dos trabalhadores. As trabalhadoras da saúde que são parte das principais vítimas da COVID-19, neste momento, estão em vários lugares do países, também lutando pela sua subsistência e da sua família. São recorrentes os relatos, de atraso de salários e benefícios, demissões em massas, contratações precárias vide Organizações Sociais e contratos temporários, além de férias vencidas, que são proibidos de gozar.

O trabalho na saúde é historicamente feito por mulheres. Mas não é só na linha de frente do cuidado que essas mulheres trabalhadoras em sua maioria negras, vem mostrando sua disposição, mas também na linha de frente da luta contra os ataques dos governos e dos patrões e pelos seus direitos. E temos alguns exemplos: Os trabalhadores da saúde de Neuquén, província da Patagônia na Argentina, que após 2 meses de greve conseguiram conquistar aumento salariais e ficaram conhecidos como os elefantes de Neuquén porque pisavam forte, tinham memória e andavam em manadas. Ou aqui no Brasil, onde as trabalhadoras do Hospital Universitário da USP, conquistaram o direito que todas as trabalhadoras, efetivas e terceirizadas, tivessem o direito de ser vacinadas garantidos.

Esses são pequenos exemplos que precisam se expandir em todo o país. Os atos de 29 de maio e agora 19 de junho mostraram que há força na juventude e na classe trabalhadora para desenvolver cada luta parcial, cada greve, e se enfrentar com Bolsonaro, Mourão, os militares, os governadores e os patrões. O Esquerda Diário está a serviço de fortalecer a luta da classe trabalhadora, a juventude e os setores oprimidos, para que não sejamos nós a pagar pela crise, queremos com esse Encontro que ocorrerá neste sábado, dia 26/06, as 15:30h ser parte de dar voz às lutas, denúncias e política operária.




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