Educação

QUARTA SEMANA DE GREVE DOS PROFESSORES

Contundente fechamento da Avenida 23 de maio e suplantação da burocracia

sexta-feira 3 de abril de 2015| Edição do dia

Atualizado as 9h58

Os professores entram na quarta semana da mais importante greve desde pelo menos a última década.

Hoje realizaram uma assembleia com mais de 30 mil professores de todo o estado. Por sua vez o governador tucano Geraldo Alckmin, segue intransigente se recusando a iniciar uma negociação efetiva.

A novidade no ato de ontem foi que os professores do estado de São Paulo questionaram e se contrapuseram as decisões da direção do sindicato, chapa 1 composta pela CUT e CTB, que proponha um trajeto de descida pela Avenida Consolação; essa decisão foi questionada pelo conjunto das organizações opositoras a linha política do sindicato, que defenderam que era hora de uma medida de força mais intensa, propondo o fechamento da Avenida 23 de Maio, importante ligação norte/sul da capital paulista.

A direção do sindicato colocou em votação as duas propostas, venceu a proposta das oposições. Num primeiro momento Maria Izabel de Azevedo Noronha (Bebel), a presidente do sindicato, declarou vencedora a sua posição, depois refez a votação dizendo que o comando da tropa de choque havia dito que não iria permitir o fechamento. Ao colocar de novo em votação, mais uma vez saiu vencedora a proposta opositora.

O ato foi uma importante demonstração de força dos professores. Nos cantos, na vibração, na agitação de cada um dos grevistas se fazia presente uma "nova categoria", um conjunto de professores dispostos a lutar contra o desmonte que o governo do PSDB vem fazendo no conjunto da educação pública no país.

Marcio Barbio, diretor do sindicato pela corrente opositora Professores Pela Base- Nossa Classe, declarou que “a greve se consolida e que hoje não é mais possível o governo ignorar o movimento”. Acrescentou também que “na greve tem se consolidado uma nova vanguarda radicalizada e totalmente anti-chapa 1, que hoje impôs uma derrota a direção majoritária do sindicato”.

A promessa dos professores é levar todo esse clima combativo e de mobilização para as escolas, de modo a envolver mais setores na greve, contagiando com os grandes atos que vem ocorrendo. Sobre esse ponto, Danilo Magrão, declarou que na próxima semana “vamos intensificar as visitas nas escolas e realizar na quinta feira um grande bloqueio nas principais rodovias de São Paulo e na sexta feira dia 10 de abril, realizaremos outra grande atividade dessa vez no Palácio do Governo”.




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