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Impeachment | Contra queda de Bolsonaro, Lira reafirma que prioridade segue sendo aprovar reformas

Novamente, Arthur Lira afirma que não tem nenhum interesse em abrir processo de impeachment contra Bolsonaro, priorizando a aprovação das reformas e ataques.

quarta-feira 14 de julho | Edição do dia

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reafirmou nesta terça a declaração de uma semana atrás, de que não aceitará nenhum pedido de impeachment contra o presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, mesmo diante de todos escândalos de corrupção ligados à compra de vacinas e da condução da crise sanitária que já vitimou fatalmente mais de 530 mil brasileiros.

No início da tarde, ao chegar no Parlamento, Lira respondeu a jornalistas e declarou que abrir ou não um processo de afastamento do chefe do Executivo é “uma decisão política” a qual ele não está disposto a assumir. Segundo disse, “Estamos trabalhando para manter um ambiente estável, previsível, votando as reformas.”, reafirmando seu papel de aliado não apenas de Bolsonaro, mas da burguesia e todas instituições do regime do golpe, que atuam juntas em prol das reformas e ataques contra os direitos dos trabalhadores.

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Já são mais de 120 pedidos de impeachment que foram encaminhados para Arthur Lira, incluindo o super-pedido que unificou da “extrema-esquerda” com PSTU, à extrema-direita de Kim Kataguiri e Joice Hasselman. Partidos da direita tradicional, como o PSDB, também vem endossando o coro dos que pedem o afastamento, mas sua tradição e prática mostram que não estão do lado da classe trabalhadora contra Bolsonaro, e sim juntos a Arthur Lira e Paulo Guedes no anseio de aprovar todas as reformas, ataques e privatizações que afetarão a vida dos trabalhadores e toda população.

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O presidente da Câmara também disse que “Erra quem pensa que a responsabilidade é só minha.”, justificando seu não encaminhamento dos pedidos de impeachment. Porém, pela Constituição, cabe sim somente ao presidente do legislativo decidir colocar o processo em votação. O que Arthur Lira deixa explícito é que seu interesse agora, assim como da maioria da Câmara, é apenas aprovar mais ataques aos trabalhadores para salvar os ricos, votações essas que podem ser adiadas diante do impacto e instabilidade que um afastamento presidencial causaria.

Outro elemento defendido por Lira foi a adoção de um sistema semipresidencial, que o deputado quer que seja votado e aprovado para as eleições de 2026. Neste modelo, o presidente eleito pelo voto direto cumpriria o papel de Chefe de Estado, e indicaria um primeiro-ministro para ser Chefe de Governo.

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