Política

AGRONEGÓCIO

Contra o rastro de desmatamento e escravidão do Agronegócio: Reforma Agrária e Constituinte!

O caso ocorrido nesta semana, de onze pessoas libertadas de regime escravo em uma fazenda em Goiás, expôs uma das faces mais nefastas do agronegócio brasileiro, que avança economicamente enquanto as massas trabalhadoras vivem o desemprego e a fome.

quinta-feira 29 de abril| Edição do dia

O caso ocorrido nesta semana, de onze pessoas libertadas de regime escravo em uma fazenda em Goiás, expôs uma das faces mais nefastas do agronegócio brasileiro, que avança economicamente enquanto as massas trabalhadoras vivem o desemprego e a fome.

Foi o agronegócio o setor da economia que saiu melhor em 2020, e que segue melhor em 2021, com altos lucros. Às custas do desmatamento, como ditam Bolsonaro e Ricardo Salles, em larga escala. E também, com base em trabalhos com condições ultra-precárias, e também com diversos casos de trabalho escravo, como o ocorrido na fazenda em Abadiânia-GO, uma fazenda de corte de Eucalipto, onde onze pessoas foram libertadas de condições de trabalho escravo nesta semana.

Afinal, este é o rasto que deixa o agronegócio historicamente. Fundado à base do trabalho escravo e da destruição do meio-ambiente, mostra a face mais degradada do capitalismo existente até hoje.

No governo Bolsonaro, que conta com boa parte de seus aliados vindos do agronegócio, fazendeiros e donos de largas concentrações de terra, cada vez mais confortáveis, e respaldados pelo Presidente, avançaram como nunca na devastação da Amazônia, e também do Pantanal, atacando também terras indígenas, recebidos com assassinatos e perseguições.

Também apoiados pelos ataques de Bolsonaro, e dos governos anteriores, os capitalistas do agronegócio puderam aumentar ainda mais seu grau de superexploração aos trabalhadores do campo, com menores salários, e piores condições. Tudo em nome de seus lucros.

Para além disso, há ainda os não poucos que decidem recorrer ao trabalho escravo, sequestrando trabalhadores para o trabalho forçado, mostrando que estão dispostos até ao mais degenerado em nome de mais e mais lucros.

Contra o desmatamento, que destrói o meio ambiente e avança contra as comunidades indígenas, mas também contra o trabalho escravo e os regimes de trabalho ultra precários e a absurda concentração de terras na mão de um punhado de capitalistas do agronegócio, a resposta vem da organização dos trabalhadores do campo, aliados com os trabalhadores dos centros urbanos. Assim como os trabalhadores do campo, os trabalhadores das grandes cidades sentem na pele as consequências deste regime golpista e da pandemia, com o desemprego e a carestia de vida, enquanto um punhado de empresários lucram cada vez mais.

Por isso, a organização dos trabalhadores em aliança precisa lutar por uma Reforma Agrária, que coloque abaixo a realidade de concentração de terras, e que acabe com todo e qualquer tipo de trabalho escravo e também de condições precárias, e bote um fim à exploração completamente predatória do meio ambiente, com uma produção organizada de forma racional, que atenda às necessidades da população trabalhadora que se alimenta mal, ou passa fome.

A luta pela terra, contra o desmatamento e por condições dignas de trabalho no campo, está ligada à luta dos trabalhadores dos centros urbanos contra o desemprego e todas as consequências da crise sanitária. É preciso se enfrentar contra o regime brasileiro, que aponta apenas um caminho de mais degradação das condições de vida, em nome dos lucros, e organizar a luta contra Bolsonaro, Mourão, todos os militares e os golpitas.

Na luta contra esse regime autoritário, é preciso batalhar por uma resposta independente, de todos os atores do golpe, e impor com base na luta, uma Assembleia Constituinte, que seja Livre e Soberana, e possa impor, sem tutela de nenhum poder, medidas que ataquem os problemas do campo, do desemprego, e da pandemia.




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