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MISÉRIA CAPITALISTA | Contra o desemprego e a fome: Lutar por um plano de obras públicas e auxílio de um salário mínimo

No Brasil de Bolsonaro, Mourão e Militares, os índices de desemprego e da fome só aumentam, como apontam pesquisas recentes. Assim como as mortes pela Covid, já são mais de 460 mil. Com mais de um ano de pandemia, não podemos mais assistir a esse espetáculo de horrores, é com a força da juventude e dos trabalhadores que se mostrou no dia 29M que poderemos combater a fome e o desemprego, batalhando por um plano de obras públicas e um auxílio de pelo menos um salário mínimo já!

Luiza EineckEstudante de Serviço Social na UnB

terça-feira 1º de junho | Edição do dia

Foto: O Globo; Fila para receber doações de alimentos

Pesquisas recentes apontaram aumento recorde no índice de desemprego no Brasil, que já vinha aumentando desde o início da pandemia. De acordo com o Pnad Contínua, do IBGE, publicado na última semana, 14,7% dos brasileiros estão desempregados. Os números também vêm acompanhados do escandaloso dado de que 14 milhões de brasileiros estão na pobreza extrema, com isso a fome volta à mesa das famílias trabalhadoras.

São mais 58 milhões de brasileiros que podem ficar sem comer nos próximos períodos, de acordo com a pesquisa do Food For Justice, e mais da metade dos brasileiros se encontram em insegurança alimentar. Vai ficando difícil não enxergar a miséria que o capitalismo nos deixa e nos reserva.

Para além disso, são mais de 460 mil mortes no país, que segue sendo uma incubadora de novas cepas e que corre um sério risco de uma terceira onda. A escassez das vacinas só aumenta, também(!). Frente a tudo isso, Bolsonaro, Mourão, os militares e o regime do golpe institucional levam uma política de total descaso com as vidas da população. Por um lado uma política negacionista de Bolsonaro-Mourão, ao ponto de querer sediar a Copa América aqui; por outro uma política do regime do golpe de “lavar a cara” da catastrófica gestão da pandemia (com a CPI, impeachment, "desgaste de Bolsonaro", ou na espera de 2022) enquanto atacam os trabalhadores; se juntam à Bolsonaro e Guedes para passar os cortes na educação, as reformas, as demissões, privatizações.

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Bolsonaro-Mourão e diversas alas do regime golpistas (STF, Congresso Nacional, etc) estão todos à serviço dos lucros dos empresários, que só engordam, com o preço da inflação dos alimentos, da cesta básica, do gás de cozinha e da gasolina, da não quebra das patentes das vacinas, da não contratação dos trabalhadores que estão desempregados. Em síntese, lucram com a nossa miséria.

Fica mais claro, que a miséria e desigualdade social é um pressuposto do sistema capitalista que massacra os trabalhadores, a juventude e os mais oprimidos. E que em tempos de crise mostra sua face, e a de seus governos, mais podre. Porém, justamente por isso abre a possibilidade de um questionamento mais profundo desse sistema, que nos permite apresentar respostas da nossa classe mais de fundo para tudo isso.

Respostas que só virão da força da nossa organização e mobilização, impondo com a nossa luta um plano emergencialde combate à pandemia, à fome e ao desemprego. Que passa por batalhar por um auxílio emergencial de pelo menos um salário-mínimo e que chegue para todos os desempregados, trabalhadores informais e os que precisam, sem nenhum tipo de restrição de valor e alcance planejados pelo governo. É um absurdo que nos ofereçam 175 reais que não paga nem uma cesta básica.

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Junto disso precisamos batalhar pelo congelamento do preço dos alimentos, é trágica e absurda a situação das famílias nas “filas da fome” para receberem doações de alimentos, enquanto no Brasil o agronegócio foi setor que mais lucrou durante a pandemia produzindo toneladas de carnes e alimentos.

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A pandemia segue avançando, enquanto não temos vacinas para todos, alguns hospitais ainda se encontram em estados críticos, sem leitos e profissionais, o que não faz sentido se pensarmos no tanto de desempregados que temos no país. Por isso, também, devemos batalhar pela contratação em massa nos serviços públicos essenciais e um plano de obras públicas sob controle dos trabalhadores para atender as necessidades de saúde, moradia e estrutura para superar o desemprego.

O dia 29M mostrou a força que podemos ter para combater a fome, o desemprego, os ataques e o regime de conjunto. Mostrou também como o “#FicaEmCasa” da burguesia e sua mídia, das direções traidoras do movimento operário e estudantil, que atuam para nos dividir, é uma tentativa de nos pacificar e desviar todo nosso ódio e raiva para dentro das instituições do regime. Dessa forma, é extremamente necessário que as direções dos sindicatos e Centrais Sindicais, como a CUT e CTB (PT e PCdoB), rompam com seu imobilismo e organizem um plano de lutas unificado aos estudantes, que tenha como seu início o dia 29M, e que chamem uma paralisação nacional que una todas as categorias, imaginem a potência que isso poderia ter para nossa luta seguir? Só assim, para que sejam os capitalistas que paguem pela crise e para derrotar Bolsonaro, Mourão e os militares.

Leia o Editorial do MRT e Esquerda Diário: 5 pontos para potencializar a mobilização com a força do 29M




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