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Ataque de Nunes | Contra o SAMPAPREV 2: Mobilizar as escolas e construir o dia 13 com todo o funcionalismo

Na tarde dessa quarta-feira o funcionalismo municipal foi às ruas em ato contra o SAMPAPREV 2 de Ricardo Nunes um verdadeiro confisco das aposentadorias e ameaça ao futuro dos servidores. Milhares de servidores de diferentes categorias mostraram que o caminho para derrotar esse ataque é com unidade entre os trabalhadores. A paralisação do próximo dia 13 precisa ser ainda maior e para isso é necessário construir preparar esse dia em cada local de trabalho. A entidades sindicais do município precisam colocar toda sua estrutura a serviço da construção do dia 13.

quinta-feira 7 de outubro | Edição do dia

Em meio ao cenário de profunda degradação da vida que vivemos no Brasil de Bolsonaro e Mourão, com aumento da miséria, desemprego, fome, aumento dos preços, privatizações e trabalhadores tendo seus direitos rasgados, o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) quer implementar o SAMPAPREV 2, para aprofundar a reforma da previdência de Covas, e literalmente confiscar dinheiro de aposentados e ameaçar o futuro das nossas aposentadorias. E isso enquanto hipocritamente já garantiu aumento salarial para ele mesmo.

Com seus ataques, Nunes e Doria que quer implementar uma reforma administrativa estadual, não nos deixam esquecer que também são responsáveis por esse cenário de degradação da vida junto com Bolsonaro, que também tenta aplicar a reforma administrativa federal. Cada um de seus ataques atinge em cheio o funcionalismo, mas também toda a população que sofrerá com piores serviços públicos.

Leia também: Para derrotar o SAMPAPREV 2 contar com a força da nossa luta em unidade com o funcionalismo

Na tarde dessa quarta-feira, 06 de outubro, diferentes categorias do funcionalismo municipal estiveram em ato convocado por diferentes entidades sindicais de trabalhadores municipais, marchando da prefeitura até a câmara municipal, contra o SAMPAPREV 2. Os trabalhadores aprovaram em assembleia uma paralisação do funcionalismo para a próxima quarta-feira, 13, dia em que o projeto deverá ser votado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Professoras, trabalhadoras do apoio escolar, enfermeiras, funcionários do serviço funerário, agentes de apoio mostraram hoje que o funcionalismo tem força e disposição de luta. Marchando lado a lado mostraram que o caminho para derrotar o SAMPAPREV é com a unidade do funcionalismo. Se nos atacam juntos precisamos nos defender juntos.

Por isso é absurdo que a direção ilegítima do SINPEEM não tenha participado desse ato. Claudio Fonseca coloca o maior sindicato do funcionalismo municipal numa direção oposta à necessária unidade, buscando separar os educadores do conjunto dos servidores. Fomos nós que fizemos uma greve de 120 dias contra a abertura insegura apesar de sua direção. É a base que tem que decidir os rumos da luta e hoje vimos uma mostra de que a categoria defende a unidade na nossa luta.

Veja a fala do professor Sergio Araujo do Movimento Nossa Classe Educação no ato:

A unidade do funcionalismo municipal é fundamental para derrotar o SAMPAPREV. Mas precisamos ir por mais, porque nesse mesmo momento Doria também ataca os trabalhadores estaduais com uma reforma administrativa, assim como Bolsonaro na esfera federal. Todos sabemos que se ataques como esses passarem, Nunes terá mais ponto de apoio para empurrar um ataque com proporções parecidas no município.

As entidades que dirigem o SINDSEP, SEDIN, APEOESP - todas filiadas à CUT e dirigidas pelo PT ou PCdoB - poderiam estar construindo ações conjuntas da luta dessas categorias, que estão juntas recebendo ataques de Nunes e Doria, além de que todos irão sofrer com o desmonte que tentam passar a todo custo precarizando os serviços públicos tão necessários à toda população. Imaginem a força que o funcionalismo municipal junto com o estadual poderia expressar. Não só potente para barrar ambos os ataques como para ser ponto de apoio para enfrentarmos a reformar administrativa de Bolsonaro. Por isso mesmo fazemos um chamado aos setores da esquerda na categoria a batalhar por essa perspectiva de unidade das categorias e das lutas em curso.

A paralisação do próximo dia 13 precisa ser ainda maior e para isso é necessário construir e massificar essa luta. Preparando esse dia em cada escola, cada posto de saúde, em cada local de trabalho, juntamente com as comunidades escolares e a população. As entidades sindicais do município precisam colocar toda sua estrutura a serviço da construção do dia 13. E que ele seja uma grande assembleia unificada da categoria e que os trabalhadores tenham direito a fala e a defender suas propostas para os rumos de nossa luta.




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