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Luta indígena | Contra o Marco Temporal, indígenas acampados em Brasília iniciam vigília no STF

Acampados desde o domingo em Brasília, indígenas se concentram em vigília para o julgamento que terá início no STF amanhã e tem como centro a votação do retrocesso que é o Marco Temporal.

terça-feira 24 de agosto | Edição do dia

No segundo dia do acampamento Luta pela Vida, que reúne povos de todo o país, os indígenas marcharam até o prédio do STF onde permanecerão em vigília aguardando o julgamento decisivo que tem como pauta a tese do Marco Temporal, que significa o roubo das terras tradicionais dos indígenas.

Veja mais: 5 pontos para entender o histórico acampamento indígena em Brasília

Em junho o julgamento foi suspenso, após o ministro Alexandre Moraes pedir vistas do processo. O ministro Edson Fachin, relator do processo, deu voto contrário a tese do marco temporal. Porém, sabemos que não podemos confiar no STF para julgar o destino das terras indígenas, sendo o judiciário brasileiro lacaio do agronegócio, principal interessado nessas terras.

Os indígenas protagonizam uma mobilização histórica para mostrar que não permitirão terem seus direitos arrancados. É preciso cercar de solidariedade essa mobilização, pois a aliança da classe trabalhadora com os setores oprimidos negros, mulheres e LGBTs é que pode derrotar o reacionarismo do agronegócio e seus representantes no judiciário e no congresso - que também busca implementar o ataque por meio da PL 490.

Por isso, fazemos o chamado para que todos sindicatos e entidades estudantis, como o DCE da UnB e os CA’s de todos os cursos, busquem construir ativamente essa luta nos locais de trabalho e estudo.

Também fazemos um chamado à todas as mulheres, em especial, às estudantes do Serviço Social da UnB para se somarem na plenária “Mulheres indígenas na luta pela vida” que acontecerá na quarta-feira às 10h30. É importante que as entidades mobilizem as estudantes em apoio as mulheres indígenas que historicamente estão na linha de frente na luta por seus direitos.

Confira o convite da Luiza estudante de Serviço Social na UnB e militante do grupo de mulheres Pão e Rosas:




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