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PRIVATIZAÇÕES | Contra a subordinação ao imperialismo, reverter as privatizações com a luta de classes

Frente à ofensiva de ataques e privatizações que vêm sido levada à cabo pelo Governo, Congresso e Senado, precisamos batalhar para que estas empresas sejam 100% estatais, controladas pelos trabalhadores.

sexta-feira 9 de julho | Edição do dia

FOTO: Rony Marques/ Arquivo RRO

Em meio a marca de 530 mil mortos no país pela pandemia, com uma crise sanitária, econômica e social, e frente às recentes manifestações contra Bolsonaro e sua gestão genocida, os atores do regime têm avançado nas privatizações.

O Senado, no final do mês passado, aprovou a MP que permite a privatização da Eletrobrás, que será feita por meio da venda de ações da empresa para empresários brasileiros, mas principalmente para capitalistas de países imperialistas. Privatização esta que promete aumentar o preço da conta de luz, e tem no texto de sua MP a autorização da construção de uma linha de transmissão em terras indígenas sem permissão.

Na semana passada também houve a venda de ações da BR Distribuidora, como parte da privatização da Petrobras, com 34% das suas ações vendidas para estrangeiros. A saída da Petrobras do quadro acionista da BR Distribuidora, que é mais um passo na privatização da empresa, serve aos interesses dos imperialistas que visam os grandes lucros que podem vir da exploração do Pré-Sal e de cada aspecto da produção de petróleo e seus derivados.

E nesta semana a Câmara decidiu pautar, em caráter de urgência, um ataque histórico aos trabalhadores e a população, a privatização de 100% dos Correios, estatal que já está na mira de Guedes e dos privatistas há muito tempo. Este ataque, na empresa que teve lucro recorde de R$ 1,5 bilhão ano passado, vem junto com reajuste zero de salários de ecetistas, sendo um brutal arrocho salarial da categoria. Os únicos que saem ganhando com a privatização dos Correios são os empresários nacionais e as multinacionais já bilionárias, como a Amazon e a Uber, que verão um nicho de mercado muito maior para explorar, o que aumentará o preço dos serviços para a população e fará com que os serviços que chegam em cidades no interior passem a não vigorar, por conta da não lucratividade.

Todos estes ataques vêm na sequência do 29M, 19J e 3J, que foram as maiores manifestações desde o começo da pandemia, que tinham como pauta o Fora Bolsonaro, em um momento no qual a popularidade do presidente é a menor desde o começo de seu mandato, com uma grande crise no governo. Com este cenário e uma maior instabilidade, os atores do regime se apressam para passarem estes enormes ataques rapidamente.

Frente às privatizações e à disposição de luta que os últimos atos mostraram haver, devemos exigir das grandes centrais sindicais, como a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, que organizem um comitê nacional de greve geral construída com assembleias e reuniões de base, avançando na auto-organização e mobilização dos trabalhadores.

Somente com a força da nossa mobilização poderemos avançar no sentido de uma nova Assembleia Constituinte Livre e Soberana, imposta pela luta da juventude e da classe trabalhadora, que possa barrar todos os ataques, cortes e privatizações, abolindo o pagamento da dívida pública e garantindo verba para a saúde e pesquisa em meio à pandemia, ao mesmo tempo conquistando um Correios 100% estatal sob o controle dos trabalhadores à serviço da população. Assim como impedir a subordinação das empresas estatais ao capital imperialista, que só quer aumentar seu lucro cada vez mais.




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