Educação

GREVE PROFESSORES SP

Contra a ameaça de corte de salário é urgente que a Apeoesp organize um fundo de greve

Antes mesmo da greve de professores do estado de São Paulo começar, Rossieli Soares, o secretário da educação de Doria, já anunciava que ia cortar o salário dos que aderissem a greve, atacando esse direito elementar. Para garantir o direito de greve, é preciso organizar uma campanha contra o corte de salários e é urgente que desde já a Apeoesp coloque seus recursos a disposição dos professores e organize um fundo de greve, garantindo que os professores não fiquem sem salários para sustentar suas famílias.

sexta-feira 12 de fevereiro| Edição do dia

Os professores do Estado de São Paulo, decidiram entrar em greve na última sexta-feira, 05, já que em meio ao pico da pandemia, com milhares de contaminados e mortos, graças ao negacionismo de Bolsonaro, Doria quer impor um retorno escolar inseguro aos professores e comunidade escolar. Mesmo antes da greve ter início, o secretário da educação de SP, Rossieli Soares, já anunciava que ia cortar salários dos professores em greve, atacando esse direito elementar dos trabalhadores.

Essa é mais uma amostra da intransigência do governo do estado, mesmo governo que no inicio do ano passado passou sua reforma da previdência com uma forte repressão policial aos professores. Agora, Doria e seu secretário, passam por cima da categoria e da comunidade escolar e além de impor um retorno totalmente inseguro, em escolas sem ventilação adequada, sem um corpo de trabalhadores que corresponda a demanda, com alcool gel vencido, ainda ameaçam os professores com cortes de salários. Querem que na pandemia os professores sejam punidos por lutar e não tenham como sustentar suas famílias.

Essa ameaça é ainda mais forte para os professores categoria O, que ano passado ficaram sem aulas e salários, que sofrem com instabilidade dos salários e direitos e com forte pressão das diretorias para que não sejam parte da greve, inclusive com ameaças de serem demitidos.

Para responder a essa intransigência, é fundamental que o sindicato dos professores do Estado de São Paulo, APEOESP, dirigido pelo PT e PCdoB, organizem desde já uma forte campanha, envolvendo os demais sindicatos onde estão, repudiando a ameaça de corte de ponto e para garantir os salários dos professores em luta, é urgente que disponibilize os recursos já existentes na entidade e organize um fundo de greve, onde a partir de campanhas financeiras, doações de entidades, demais categorias, possamos garantir que os professores possam sustentar suas famílias.

É papel das entidades lutar para garantir as condições para os trabalhadores poderem se mobilizar, e infelizmente até agora não vemos essa disposição por parte da direção majoritária da Apeoesp, que além de não organizar espaços de debates e decisão sobre os rumos da greve, como comandos e reuniões nas escolas, ainda não organizou nenhuma medida de enfrentar a ameaça de corte de salários.

Por isso, nós do Nossa Classe Educação, chamamos todos os setores que fazem oposição à majoritária do sindicato, como Resistência, Conspiração Socialista, MES e TLS, XV de Outubro, PSTU, junto às centrais como a Conlutas e a Intersindical, a unificados, exigirmos essas medidas elementares para a continuidade e para tirar a greve do isolamento, fortalecendo nossa mobilização, que diz respeito não só as nossas próprias vidas, mas a toda comunidade escolar, essa sim que deveria decidir como retornar de forma segura, não Doria e seu secretário mentiroso e intransigente.




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