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Abaixo Sampaprev 2 | Contra SAMPAPREV 2: por um dia de luta e atos regionais em defesa dos serviços público

A greve dos servidores municipais de São Paulo contra o Sampaprev 2 avança para sua quarta semana e os próximos dias deverão ser decisivos para o conflito, quando o prefeito Nunes (MDB) ao lado do presidente da Câmara, Milton Leite (DEM) planejam colocar em votação definitiva o projeto para retirar nossos direitos e piorar a qualidade dos serviços públicos para a população. Justamente por isso, como uma forma de articularmos a nossa luta, precisamos construir um grande dia de atos regionais com unidade do funcionalismo, em defesa dos serviços públicos, nos colocando lado a lado da população pelos bairros e pontos estratégicos.

sábado 6 de novembro | Edição do dia

A greve dos servidores municipais contra o SAMPAPREV 2 e os ataques ao funcionalismo municipal pelas mãos do prefeito Ricardo Nunes (MDB) avança para sua quarta semana. Educadoras, trabalhadoras da saúde, serviço funerário, da vigilância sanitária e demais categorias do funcionalismo estão em luta contra esses absurdos de Nunes, que já arrancou direitos como faltas abonadas, com o PL 652, e quer aprofundar o primeiro SAMPAPREV para confiscar parte do dinheiro de aposentados e criar um fundo de previdência com regime de capitalização para permitir que banqueiros e investidores privados possam especular com nosso futuro. Ou seja, Nunes está lado a lado de Doria, Bolsonaro e tantos outros governantes que aprofundam a degradação das nossas vidas, retiram direitos dos trabalhadores e da população. Como Doria que acabou de aprovar seu PLC 26 e Bolsonaro quer fazer com a PEC 32, Nunes quer também se mostrar como garantidor dos interesses dos mais ricos, além de garantir seus próprios interesses e de suas bases aliadas, como fez com a aprovação do PL 650 aprovado pelos vereadores semana passada e que autoriza a contratação de mais de 8 mil cargos comissionados e aumenta o salário salário prefeito, secretários e funcionários comissionados em quase 40% enquanto a população amarga na fila do osso.

Mas cada um de nós que está lado a lado com a população todos os dias sabe muito bem que não são somente ataques aos servidores públicos, são ataques diretos à população e especialmente aos mais pobres. Pois todos esses ataques prejudicam diretamente a qualidade dos serviços públicos, como escolas e postos de saúde, e também são ataques que servirão de base para precarizar ainda mais, nivelando por baixo os direitos de toda classe trabalhadora.

Todos nós sabemos que se trata de uma greve dura, ainda mais considerando que os servidores da educação municipal já travaram uma greve de mais de 100 dias contra a reabertura insegura das escolas. Uma greve que lamentavelmente as principais centrais sindicais do país como a CUT dirigida pelo PT ou a CTB, dirigida pelo PCdoB, não têm abraçado nossa luta com políticas desde a base, nem unificado a nossa luta com as de servidores estaduais (como fizeram na direção da APEOESP no estado de São Paulo) e federais. Acabam isolando o funcionalismo, nos enfraquecendo e deixando de transformar a luta dos servidores em um exemplo para outros trabalhadores do país, para servir de ponto de apoio na construção de uma luta nacional. Entretanto, desde os primeiros atos contra o Sampaprev 2, temos visto na categoria uma disposição de não aceitar sem enfrentamento esse ataque, assim como a urgência de unificar as lutas e de construir com a comunidade o apoio à nossa luta.

Vemos escolas se articulando para panfletar para as comunidades, produzindo faixas que vemos nos atos, trabalhadores da saúde organizados em blocos, entre outras demonstrações que atestam a disposição do funcionalismo. Mas essa greve poderia estar muito mais massificada, não fosse a atuação das direções dos nossos sindicatos, especialmente a direção de Claudio Fonseca no SINPEEM, em frear as formas de massificar a nossa greve e construir localmente. Como, por exemplo, o Comando de Greve Unificado que até agora as direções sindicais vêm se negando a construir. Uma ferramenta importante para massificar e organizar cada passo de nossa luta, reunindo lutadoras e lutadores de cada uma das regiões para, de forma democrática, construir ações coordenadas por toda a cidade, construindo a greve em cada escola, em cada local de trabalho. Ainda, realizar ações locais, como atos, passeatas, panfletagens, “trancaços” de vias, junto à população que é justamente quem faz uso dos serviços públicos.

Na próxima semana o reacionário Nunes (MDB) junto com Milton Leite do DEM, esse herdeiro da ditadura, planejam colocar o PLO 07 (Sampaprev 2) para segunda e definitiva votação na câmara. A próxima assembleia do funcionalismo está prevista para o dia 10. Daqui até lá é necessário mobilizar cada escola, posto de saúde, cada local de trabalho. Porém desta quinta-feira, 04, mais uma vez Claudio Fonseca à frente da assembleia, porém sem que qualquer outra entidade sindical expressasse oposição, barrou que a base da categoria pudesse defender propostas para fortalecer a continuidade da greve aprovada pelos trabalhadores, como a ativação do comando de greve unificado e a realização de atos regionais coordenados pela cidade no início da semana que vem. Ações que com certeza seriam potencializadas com a estrutura de nossos sindicatos, que deveriam estar à disposição de nossa luta.

Nós do Movimento Nossa Classe Educação defendemos que na próxima terça-feira a nossa greve realize um grande dia de atos regionais com unidade do funcionalismo, que possam ser construídos junto com as comunidades em defesa dos serviços públicos. Um grande dia com panfletagens pelos bairros e pontos estratégicos em cada região, passeatas e trancamentos de vias para mobilizar os servidores e nos colocar lado a lado da população. Furando o grande cerco midiático que não mostra até o final as arbitrariedades de Nunes contra os trabalhadores e a resistência que viemos construindo há cerca de um mês contra os inimigos dos serviços públicos.




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