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UFRGS | Contra Bulhões, Bolsonaro e os golpistas: todos à plenária geral da UFRGS nesta quinta

Nesta quinta-feira, dia 29, às 18h, acontecerá a Plenária Geral da UFRGS de maneira virtual, um espaço aberto e deliberativo para que todos estudantes e trabalhadores da Universidade possam colocar suas demandas em debate e assim nos organizarmos contra Bulhões, Bolsonaro e todos os golpistas. A UFRGS é nossa, não deles!

Giovana PozziCoordenadora Geral do Centro Acadêmico do Teatro da UFRGS (CADi)

terça-feira 27 de abril | Edição do dia

Última Assembleia Geral dos Estudantes da UFRGS em 2019. Foto: Fabiano do Amaral

Frente ao Ensino Remoto e a dura realidade à nossa volta, nos sentimos cada vez menos parte da Universidade. Nosso elo comum tem sido aulas virtuais, que para boa parte dos estudantes são momentos precários devido a falta de aparelhos, internet e espaço adequados. Na UFRGS, contamos ainda com a nada ilustre presença de um interventor bolsonarista na reitoria…

Bulhões junto de Patrícia, sua vice, e do antidemocrático Conselho Universitário (CONSUN) serão os responsáveis por administrar o corte gigantesco no orçamento que foi aprovado pelo ninho de ratos do Congresso Nacional. Se bem já conhecemos essa história, sabemos que os mais prejudicados serão os estudantes bolsistas e os trabalhadores terceirizados.

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Não podemos deixar! Por isso, a Plenária Geral da UFRGS tem que estar a serviço de debater e organizar nossa luta contra esses ataques, em defesa de uma UFRGS a serviço dos estudantes, trabalhadores e toda população, que auxilie no combate à pandemia.

O corte deste ano é de mais de 18% no custeio das Universidades Federais espalhadas pelo país, mesmo estas cumprindo um papel importante na produção de testes, EPIs e pesquisas. Para termos uma ideia, na UFRGS isso significa menos R$ 30 milhões na verba. O corte afeta os chamados gastos não-obrigatórios: pagamentos de contas de água, luz, serviços de limpeza, bolsas acadêmicas, gastos ligados às obras das universidades, etc. Quando somado aos cortes acumulados desde 2019, primeiro ano do governo reacionário de Bolsonaro e Mourão, a redução é de 25% no orçamento das Universidades Federais.

Essa é a “boiada” que Bolsonaro e todos os golpistas, mesmo aqueles que se dizem “oposição” ao governo federal, estão passando em comum acordo na educação pública. Aproveitam especialmente o momento de pandemia, com parte da juventude em trabalhos precários e outra parte trancada dentro de casa, para nos tirar ainda mais direitos. O mesmo estão fazendo com os trabalhadores, garantindo a continuidade da MP 936, por exemplo, que permite corte de salários e demissões, jogando a classe que move o mundo para a precariedade, a fome e o risco de contaminação da COVID. Essa lógica irracional está a serviço de garantir o lucro dos grandes empresários e banqueiros, uma ínfima minoria em detrimento da vida da maioria. Enfim, o capitalismo.

É por dentro dessa lógica que atuam tanto o interventor Bulhões quanto o Conselho Universitário, o CONSUN, um conselho profundamente antidemocrático que reserva uma representação mínima para os estudantes, mesmo estes sendo maioria na Universidade, e uma representação com peso importante nas decisões para empresários.

Por isso, nós do Coletivo Faísca Revolucionária, que estamos presentes em diversos cursos da UFRGS e também no Centro Acadêmico do Teatro, lutamos contra o autoritarismo de Bulhões e contra todo regime antidemocrático, herdado da ditadura militar, que rege hoje nossa universidade. Diferente de organizações como o PCB e correntes do PSOL, não confiamos no CONSUN para levar a frente nossas demandas, pois este é o mesmo Conselho que por anos indeferiu cotistas, cortou bolsas, atacou terceirizadas e hoje é parte de garantir que a universidade não esteja a serviço de combater a pandemia.

Levantamos a necessidade de uma estatuinte livre e soberana na UFRGS, onde estudantes, professores, técnicos e terceirizados possam, através de debates democráticos e voto universal (1 voto por cabeça), decidir os rumos da Universidade, enterrando o estatuto antidemocrático atual, e colocando-a a serviço da juventude e trabalhadores. Chamamos todos estudantes a defenderem essa batalha junto com a gente!

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Nossa luta contra os interventores de Bolsonaro e todos os ataques, por uma Assistência Estudantil adequada, começa por nos organizarmos em cada curso e universidade, com as entidades estudantis construindo espaços amplos, democráticos e deliberativos para os estudantes e trabalhadores se fortalecerem, debatendo qual estratégia levar a frente para derrotar Bolsonaro, militares e golpistas de conjunto. Contra essa perspectiva atualmente está indo a UNE, dirigida pelo PT e PCdoB, que não larga mão de sua paralisia e estratégia institucional, que só tem nos levado à derrota. Nesse mesmo sentido, de pavimentar a nossa derrota, está indo a política de aliança com a direita que o PSOL, partido que compõem atualmente o DCE da UFRGS, e outros partidos de esquerda estão levando a frente. Nossos aliados são os trabalhadores e não os golpistas misóginos como Alexandre Frota! Não há como derrotar Bolsonaro e militares se apoiando em quem os apoiou!

Que dia 29 seja apenas o começo da nossa organização enquanto comunidade acadêmica da UFRGS, para reerguer o movimento estudantil, apoiando ativamente as lutas dos trabalhadores em curso, como as trabalhadoras terceirizadas da LG que estão em greve contra as demissões, e também a luta contra a privatização da Carris, ao lado dos rodoviários contra os empresários! O caminho para derrotar Bulhões e ter a UFRGS de fato em nossas mãos a serviço da maioria da população é através da luta organizada!




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