Gênero e sexualidade

8 DE MARÇO

Construir o 8 de março em Minas Gerais!

Declaração de Flavia Vale, professora da rede estadual de Minas Gerais em Contagem e Iaci Maria, estudante de Pedagogia da UFMG, sobre a necessidade de construir um forte 8 de março em MG.

quinta-feira 3 de março de 2016| Edição do dia

“Minas Gerais é um estado conhecido pelo conservadorismo de suas famílias tradicionais e é também o terceiro estado com maior número de registros de internações decorrentes de complicações por abortos, são cerca de 80 mil casos por ano. Com forte influência da Igreja no estado, aqui um aborto seguro, ainda que ilegal, é algo muito distante da realidade da grande maioria das mulheres, o que coloca o estado nessa posição nas estatísticas. Meses atrás houve uma denúncia de tráfico de cytotec na UFMG, o que mostra o quão escandalosa é a realidade dos abortos clandestinos aqui, entre mulheres trabalhadoras e estudantes. É aqui em Minas também que já tem registrado diversos casos de microcefalia associados ao zika, além do estado já contar com mais de 60 mil casos de dengue. Isso mostra o total descaso dos governos federal e estadual, ambos do PT, com relação primeiramente ao surto de dengue que ocorre todos os anos, e agora com mais urgência frente ao surto de zika vírus. Esse mesmo governo que não tem interesse em fazer um plano real de combate à proliferação do Aedes e suas doenças, e que manteve o aborto ilegal nos 13 anos de governo. Nesse 8 de março, nos organizemos nas ruas, nos locais de estudo e de trabalho, todas as mulheres, trabalhadoras e estudantes, para exigir o direito de decidir pelos nossos corpos, pela legalização do aborto seguro e gratuito. E frente à situação alarmante do surto de zika, que representa um risco muito maior às mulheres grávidas, devemos exigir imediato investimento em infraestrutura e saneamento básico nas áreas de maior incidência do mosquito e que todos devem receber repelentes naturais e telas mosqueteiras gratuitas do governo, e ter toda a assistência médica necessária, além do oferecimento de casas transitórias para as mulheres que desejarem. Convidamos todas a construírem com o Pão e Rosas um impactante bloco no ato Belo Horizonte no dia 8 de março, às 16h30 na Praça Sete” - Flávia Vale, professora de Contagem, e Iaci Maria, estudante de Pedagogia da UFMG




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