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Perseguição política e racista | Conselho aprova cassação de vereador que fez ato contra violência racista que matou Moïse

Decisão ocorreu após Renato Freitas, vereador eleito pelo PT, participar de um protesto em 5 de fevereiro, em Curitiba-PR. Na ocasião, vários ativistas e militantes do movimento negro paranaense protestavam e repudiavam a absurda morte do congolês Moïse Mugenyi, no Rio de Janeiro. Agora, Freitas tem cinco dias para recorrer à Comissão de Constituição e Justiça. Caso não haja mudança, os vereadores terão três sessões para marcar o julgamento em plenário. Para que Renato seja cassado, é preciso que a maioria absoluta – 20 dos 28 vereadores – vote a favor da punição máxima.

quinta-feira 12 de maio | Edição do dia

Foto: Reprodução / Instagram

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba aprovou o relatório que pede a cassação do vereador Renato Freitas (PT) devido a uma manifestação dentro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, na capital paranaense. O procedimento na Câmara foi aberto em 22 de fevereiro, e Renato preparou sua defesa em março.

O relator do caso, Sidnei Toaldo (Patriota), votou a favor da cassação e afirmou que Freitas liderou o ato e abusou do direito de manifestação ao invadir o templo e perturbar o culto. Em contra partida, em carta enviada em 25 de março ao próprio relator, a Arquidiocese de Curitiba se posicionou contra a punição máxima de Renato Freitas.

Agora, Freitas tem cinco dias para recorrer à Comissão de Constituição e Justiça. Caso não haja mudança, os vereadores terão três sessões para marcar o julgamento em plenário. Para que Renato seja cassado, é preciso que a maioria absoluta – 20 dos 28 vereadores – vote a favor da punição máxima.

Mais um caso absurdo da democracia burguesa onde todo tipo de jogo sujo e maracutaia rola solto nos parlamentos e quando um parlamentar se posiciona em favor das demandas democráticas do povo oprimido é rechaçado e perseguido tendo seu mandato colocado em risco pelos mesmos parlamentares envolvidos em negociatas.




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