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ELEIÇÕES EUA

Como fiéis lambe botas que são, bolsonaristas convocam atos pró Trump

Como bons lambe botas ao trumpismo, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, convocam atos em algumas cidades brasileiras como Maceió, Goiânia e Caxias do Sul, exigindo a recontagem de votos nas eleições presidenciais dos Estados Unidos que ja mostra a vitória de Joe Biden.

sexta-feira 6 de novembro| Edição do dia

Sempre foi claro que a adoração de Bolsonaro por Trump supera toda admiração de fãs adolescentes por seus popstars favoritos. O presidente do Brasil, diante do reacionário (ainda) presidente dos EUA, não consegue controlar o próprio rabinho abanando, e sua reação nos encontros que tiveram prova essa admiração e subordinação.

A extrema-direita brasileira, contudo, detém uma capacidade de criação invejável quando se trata do máximo ridículo e hipocrisia quando resolve expressar o seu “nacionalismo”. A coisa atingiu outro nível e o bolsonarismo mostrou que o limite quando se trata de capachismo é apenas o seu ponto de partida. Bolsonaro batendo continência para a Bandeira dos EUA torna-se algo pequeno perto das convocações de manifestações pró-Trump.

A reivindicação? Parece ter sido ordenada diretamente pelo magnata americano em seu discurso golpista de ontem: “recontagem dos votos ou impeachment”. “Salvem o mundo do comunismo! Viva Trump! Viva Bolsonaro!”, foram um dos motes escolhidos para os cartazes de divulgação de (isso mesmo) atos e carreatas em defesa de Donald Trump.


Há diversas metáforas possíveis dessa relação tóxica entre o bolsonarismo, cujo amor é tão grande, e o trumpismo, que trata o seu amante com desdém. Mas por trás da piada pronta, está uma afinidade internacional, baseada no ódio racista, xenófobo, LGBTfóbico e um despreso imenso pela classe trabalhadora.

O Bolsonarismo prefere ser o cachorrinho mais abnegado dos EUA, em especial de Trump, aqui no Brasil, porque se identifica, ou melhor, queria ser como a classe dominante mais poderosa do mundo, mesmo que para isso se coloquem numa posição de humilhação e subordinação, que eles chamam de “Brasil acima de tudo”.

Bolsonaro nos últimos dias deixou clara sua preferência e fez coro com o golpismo de Trump, mas no momento dá indícios de que não terá a coragem de ficar ao lado do seu aliado internacional que foi tão importante para sua própria ascensão no Brasil, o seu exemplo, o seu mestre, Trump. A burguesia brasileira à qual Bolsonaro serve quer manter a classe trabalhadora e oprimidos subordinados ao imperialismo americano, seja de Trump ou de Biden.

O Exército demonstra que é possível ser capacho dos EUA sem, necessariamente, ter um alinhamento com Trump. Assim provou a entrega da base de Alcântara aos americanos e também as diversas operações feitas na Amazônia em conjunto com o exército Americano, “parcerias” de uma alta cúpula que admira e abaixa a cabeça para os generais americanos. Sem necessariamente a figura de Trump, o Departamento de Estado e o FBI conseguiram através da Lava-Jato causar sérios danos a Petrobrás. Com Biden, os agentes americanos envolvidos em atividades golpistas e de espionagem no Brasil podem ter, pelo menos, alguma representatividade em suas fileiras.

O bolsonarismo e seu chefe, por mais ridículos que sejam, não podem ser tratados como simples piada e chacota. Sabem que a derrota de Trump os enfraquece como os principais serventes do imperialismo aqui na América Latina. Biden, o possível próximo presidente norte-americano (não se engane, ele não quer proteger a "democracia"), favorece a ascensão de outros servos burgueses (do tipo de Dória, entre outros) para o imperialismo.




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