Sociedade

TESTES MASSIVOS

Como Bolsonaro, governadores não garantem testagem massiva, o básico para conter a Covid-19

Já chegamos a marca de quase 280 mil mortes por covid 19 no Brasil. O aumento de casos e de mortes escancaram o descaso dos governos estaduais e do governo federal coma vida de milhares de pessoas.

terça-feira 16 de março| Edição do dia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde o inicio da pandemia nós do Esquerda Diário viemos colocando a importância de fazer testes massivos para conter o vírus. Essa como uma das medidas mais racionais, para um isolamento consciente para de fato conter a disseminação do vírus.

Enquanto os governadores se unificam num "Manifesto Pela Vida e Pelo Brasil", onde fazem demagogia e reivindicam o isolamento social como a principal medida preventiva, se colocando em oposição ao governo Bolsonaro, na verdade não garantem reais medidas preventivas nos estados, como por exemplo a testagem massiva.

Nunca ouve uma testagem massiva. Os governos com suas quarentenas demagógicas e seus reacionários toques de recolher, buscam aparecer como gestores conscientes quando na verdade as reais medidas que tomaram durante a pandemia foi abrir covas.

A irresponsabilidade dos governos com a nossas vidas fica a dia mais clara, assim como para eles o lucro está acima da vida. A média móvel de mortes no Brasil já é a maior desde o começo da pandemia, 1.832 mortes. Enquanto os governos seguem com medidas demagogicamente ineficientes como por exemplo a “fase emergencial” de João Doria em são Paulo, que permite o funcionamento apenas dos serviços essenciais, mas mantem as industrias abertas e não considera o trabalho informal o que mantem a enorme aglomeração no transporte público.

Veja também: Transporte lotado em São Paulo escancara a hipocrisia da “fase emergencial” de Doria

O que a pandemia vem deixado mais claro a cada dia é o antagonismo entre as classes. De um lado a classe dominante (burguesia) que detém os meios de produção, mas não sabe controla-los, que está nos postos de poder e os usa em detrimento da sua própria classe minoritária, e do outro a classe trabalhadora que opera os meios de produção capitalista, que garante o funcionamento da sociedade, que está na linha frente do combate a pandemia nos hospitais e que segue se expondo diariamente, tendo suas vidas rifadas pela negligencia capitalista.

Diante do enorme caos que se coloca no Brasil, com a saúde entrando em colapso, as medidas propostas pelos governadores e pelo presidente que sempre tratou a pandemia com descaso, não são propostas concretas para conter o vírus, mas sim para poderem dizer que estão sendo conscientes enquanto seguem com medidas ineficientes.

É necessário um plano de emergência, que garanta testagem massiva, vacina para todos, contratação de profissionais da saúde, comissões de higiene e segurança nos locais de trabalho além da reconversão da indústria qua ao invés de estar funcionando produzindo mercadorias que de nada ajudam no combate a pandemia poderiam estar produzindo respiradores e equipamentos para auxiliar no tratamento dos doentes.

Saiba mais: 5 medidas emergenciais contra o colapso hospitalar no Brasil




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