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NOVA ETAPA DO ESQUERDA DIÁRIO | Com seis anos de existência, Esquerda Diário entra em nova fase

Neste 15 de julho, o Esquerda Diário, que hoje cumpre seis anos de existência, entra em uma nova fase, com novos programas multimídia para possam trazer a luta de classes na sua mão, refletindo diariamente a política, os movimentos, a cultura e distintos aspectos da vida da classe trabalhadora, da juventude e setores oprimidos que não são refletidos pelos pela mídia capitalista.

Lara ZaramellaEstudante | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo

sexta-feira 9 de julho | Edição do dia

Na próxima semana, no dia 15 de julho, o Esquerda Diário entra em uma nova fase, com novo layout e novos programas multimídia, fortalecendo e ampliando os objetivos que se mantêm os mesmos desde nossa criação, há seis anos atrás: construir uma mídia anticapitalista que batalhe para colocar a luta de classes na sua mão, dando voz aos trabalhadores, jovens, mulheres, negros, LGBTs e todos os setores explorados e oprimidos que o capitalismo e os patrões querem esmagar e calar.

Surgimos em 2015, em meio ao governo do PT de Dilma, com centenas de trabalhadores e jovens impulsionando este diário como uma ferramenta e arma em meio aos escândalos de corrupção dos partidos tradicionais e dominantes, em meio à crise econômica, política e social que veio se aprofundando.

Surgimos como uma voz independente da burocracia sindical, defendendo e lutando para fortalecer as ações e movimentos que aconteciam contra os pacotes de ajuste do PT que, em aliança com toda a direita, buscavam descarregar a crise sobre as costas dos trabalhadores.

Sempre batalhamos por uma saída independente, que confie na força da classe trabalhadora e dos setores oprimidos. E assim atuamos em meio ao golpe institucional de 2016, em que denunciamos fortemente o judiciário autoritário e arbitrário, a Lava Jato e seus interesses imperialistas, e toda a direita asquerosa que veio se fortalecendo, de forma independente do PT.

Estivemos na linha de frente nas ruas e nas redes fortalecendo as milhões de vozes que rejeitavam o governo golpista de Temer e seu plano econômico de reformas e ataques. Assim participamos, noticiando nos quatro cantos do país e com nossa força militante, dos atos e movimentos da greve geral de abril de 2017 que impôs a perda de bilhões de reais dos lucros dos empresários e capitalistas, assim como freou a reforma trabalhista de Temer.

Naquele momento, impulsionamos a campanha “Tomar a greve geral em nossas mãos”, participando do dia nacional de luta em Brasília e exigindo que as centrais sindicais de fato organizassem desde a base um plano de luta que seguisse adiante, se valendo de toda a força demonstrada pela classe trabalhadora na paralisação do dia 28 de abril.

Fomentando a auto-organização dos trabalhadores e da juventude em cada local de trabalho e estudo, sempre exigimos das direções das centrais sindicais e entidades estudantis que organizassem planos de luta, que apostassem em saídas independentes. Assim como denunciamos cada traição das direções que paralisou o movimento, deixando ajustes passarem, assim como a reforma trabalhista e posteriormente a reforma da previdência que foram aprovadas sem mobilização.

Alcançando mais de um milhão de acessos em nosso portal, potencializamos a denúncia ao autoritarismo judiciário e o regime golpista que prendeu Lula e impediu que fosse candidato nas eleições presidenciais de 2018, sem com isso significar apoio político ao PT que sempre nos diferenciamos no programa e estratégia.

Estivemos nas ruas pelo EleNão, ao lado das milhares de mulheres, contra a extrema direita que veio se fortalecendo e ganhando espaço. Assim como fomos parte de todos os movimentos, ações e campanhas por justiça e em defesa das mulheres, dos negros, LGBTs e indígenas que nas mãos da direita golpista e extrema direita reacionária têm tido direitos cortados e a vida ameaçada.

Gritamos justiça por Marielle desde 2018 até hoje, quando ainda não nos respondem quem mandou matar Marielle Franco. Apontamos como o Estado é responsável por este assassinato, assim como tantos outros que condenam especialmente os negros a chacinas como a de Jacarezinho e mortes de crianças dentro de suas casas com a violência policial e o racismo estrutural.

Levantamos fortes campanhas políticas, buscando ecoar a voz dos explorados e oprimidos, com canais de denúncia e campanha contra demissões e precarização. Defendendo que todo político e juiz ganhe o mesmo salário que uma professora de acordo com o calculado pelo Dieese, chegando a mais de 250 mil apoios na internet, e defendendo o não pagamento da dívida pública, mecanismo fraudulento e ilegítimo que rouba o dinheiro público para enriquecer os bolsos de banqueiros e deixa a população amargando com a miséria.

Assim como levantamos campanhas eleitorais, em que de 2015 até hoje, participamos de algumas eleições com candidaturas anticapitalistas a serviço de colocar em destaque as vozes e demandas da maioria trabalhadora.

Nesta perspectiva que atuamos, apoiamos e relatamos cada greve operária que aconteceu no curso dos últimos seis anos, em meio à crescente crise econômica que afundou o país no desemprego, no trabalho precário e informal, cortando direitos, salários, benefícios, enquanto protege os lucros e privilégios de empresários, políticos e juízes.

Leia mais: A luta de classes na sua mão

Somos uma rede internacional de diários, presente em 14 países e 7 idiomas, buscamos ser porta-voz do combate anticapitalista e revolucionário da crise pandêmica, econômica, política e social que se alastra pelo globo. Estamos presentes em importantes processos de luta de classes como nos Estados Unidos e o levante negro ano passado depois do absurdo assassinato de Floyd. Na França, ao lado de setores da vanguarda operária que surgiu do movimento dos Coletes Amarelos. Assim como no Chile, com o La Izquierda Diario e a organização-irmã do MRT, o Partido de Trabalhadores Revolucionários (PTR), que desde 2019 se encontra em convulsão, com fortes mobilizações que questionam o regime herdeiro da ditadura de Pinochet e exigiram uma nova constituinte.

Aqui no Brasil, impulsionado pelo Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), atuamos com a força das ideias revolucionárias em cada estado e município em que estamos, em cada local de trabalho, metroviários, professores, correios, indústria, telemarketing, entregadores de APP, aeroviários, rodoviários, bancários, terceirizados, assim como em cada Universidade pública e privada.

Ao longo da pandemia iniciada ano passado, levantamos um plano de emergência dos trabalhadorespara enfrentar a Covid-19 e o "vírus do capitalismo", não confiando no discurso demagógico de governadores que se colocaram contra o negacionismo de Bolsonaro, mas condenaram milhares de trabalhadores a seguirem se espremendo no transporte público lotado, sem testes massivos, sem investir na saúde pública, muitas vezes sem EPIs adequados, priorizando salvar a economia. Defendemos vacina para todos e a quebra de patentes sem indenização às empresas milionárias da indústria farmacêutica.

Viemos nos colocando como a principal mídia de esquerda no enfrentamento ao governo Bolsonaro e Mourão, de forma independente do PT. E apostamos em saídas que confiem em nossas próprias forças e não em alianças com instituições golpistas como o STF, o Congresso, os militares e governadores que com demagogia se colocam opositores ao negacionismo de Bolsonaro. Não podemos esperar e confiar nosso futuro nas eleições de 2022 e é por isso que, desde nosso surgimento, sempre fomentamos a auto-organização, em reuniões, debates e assembleias que organizem nossa luta, que construam uma greve geral neste momento para derrotar Bolsonaro e Mourão.

Pode te interessar: Greve geral para derrubar Bolsonaro, Mourão, os ataques e impor uma nova Constituinte

É por isso também que defendemos que, para enfrentar o golpismo e a extrema direita que nos massacra com cada ajuste econômico, privatização, corte e flexibilização, precisamos lutar para impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que, com deputados eleitos por todo Brasil através do sufrágio universal, possa tomar os rumos do país em nossas mãos, atendendo nossas necessidades, revogando todas as reformas, mudando as regras do jogo e não somente os jogadores.

Nesta nova etapa que entramos agora na próxima semana, queremos potencializar e ampliar essas ideias, através de novos e já existentes programas multimídias que estejam ao alcance de todos, com notícias que representem e falem daquilo que a mídia tradicional e burguesa esconde, o dia a dia do trabalhador.

Leia mais: Os novos programas do Esquerda Diário Multimídia para colocar a luta de classes na sua mão

Mais que nunca é necessário o fortalecimento de uma esquerda que aposta na luta de classes dos trabalhadores, das mulheres e da juventude, com um programa de independência de classe que supere a conciliação petista para de fato derrotar toda a extrema direita e o regime golpista que nos reserva fome, desemprego e morte. Acompanhe todos os programas do Esquerda Diário e construa conosco essa mídia independente!




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