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Dia dos professores | Com salário reduzido pela metade em 7 anos e cortes absurdos educadores saem às ruas no RS

Nesse dia 15 de outubro, dia do professor, as trabalhadoras da educação do RS, uma categoria composta majoritariamente de mulheres, nada tem a comemorar. São 7 anos de salários congelados, perda do plano de carreira, corte de ponto de dias de greve recuperados, ataques aos aposentados e descontos absurdos na folha de pagamento.

sexta-feira 15 de outubro | Edição do dia

As professoras e professores assim como funcionários de escola tem pagado a conta da crise criada pelos capitalistas junto com o conjunto da classe trabalhadora. O acesso a educação foi negado por Eduardo Leite durante a pandemia, que não garantiu condições materiais (como tablets) e de internet decente para que os estudantes continuassem a estudar. A evasão escolar é imensa, muitos jovens também por conta da crise deixaram de estudar para encontrar uma fonte de renda ainda que muito precária para ajudar no sustento de suas famílias.

Ao mesmo tempo, para honrar com a dívida pública com a União, Leite aplicou toda a cartilha neoliberal de privatizações e segue assim protegendo os ricos capitalistas do estado que sonegam bilhões de reais e seguem recebendo outros bilhões em isenções fiscais. Descarregando a crise sobre a massa trabalhadora e o funcionalismo público, em especial os trabalhadores da educação, o governador, que se postula a presidente da República, conseguiu aumentar a receita do estado. Uma pesquisa realizada na USP mostrou como a receita dos estados e do Distrito Federal aumentou 10% em termos reais no primeiro semestre desse ano, mesmo assim governadores deixaram a educação em segundo plano e não prepararam as escolas para o retorno presencial.

Hipocritamente Eduardo Leite lança o programa “Avançar na Educação”, anunciando que irá investir 1,2 bilhão em infraestrutura física e tecnológica de escolas contando com a iniciativa privada. Estava presente no lançamento desse programa nessa quinta-feira (14) a presidente do Instituto Ayrton Senna que é apenas uma das instituições privadas que estão de olho para enriquecer ainda mais com a educação pública no RS. Eduardo Leite prega uma qualificação na educação após ter massacrado professoras e funcionárias de escola que permanecem em situação muito precária vendo o preço dos alimentos e dos combustíveis aumentar enquanto o salário segue defasado em 47,82%.

O CPERS sindicato dirigido pelo PT e PCdoB após ter organizado profundas derrotas da categoria nas últimas greves, aprovou em assembleia a mobilização que ocorreu nessa sexta-feira (15) pela manhã com caminhada de cerca de 300 trabalhadores em educação contra a PEC32, a reforma do Ensino Médio e exigindo reposição salarial já, alegando que devido ao aumento da receita “dinheiro tem, falta priorizar o que importa”. As reivindicações são muito justas, no entanto essas pequenas mobilizações ainda são muito insuficientes para uma categoria que tem 80 mil sócios no sindicato, o CPERS se limita a mobilizar pela internet, não passando nas escolas para realmente mobilizar a base que já voltou ao ensino presencial. Durante meses os núcleos se revezaram em frente ao Piratini sem unificar sequer o núcleos espalhados pelo estado para um grande ato na capital. A direção central do CPERS tem todas as condições para promover uma mobilização real da base da categoria, não o faz por que? Se limita a fazer o mínimo para mostrar para a vanguarda que está fazendo alguma coisa?

Eduardo Leite não vai recuar um centímetro em seus planos de privatizar a educação pública e precarizar a vida dos educadores com atos como esse. É preciso ampliar muito essa mobilização pela base, colocando a própria direção do sindicato contra a parede, obrigando os dirigentes a agir. É fundamental unificar com municipários e comunidades escolares para arrancar na luta os direitos tirados e os 47,82% do salário congelado. Somente uma ampla mobilização unificada da educação com outros setores da classe trabalhadora que sofre com a crise pode impor que sejam os capitalistas que paguem pela crise que criaram e não nós com nosso sangue e suor.




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