Política

Ministério da Saúde

Com milhares de testes de Covid-19 vencidos, governo segue sem um plano efetivo de testagem

O governo anunciou há quase 6 meses atrás, a entrega de 12 milhões de novos testes, mas sequer há verbas liberadas para isso até agora.

quinta-feira 29 de abril| Edição do dia

IMAGEM: Bruna Prado/Getty

Após a perda de milhares de testes para covid-19 ao não distribuí-los antes de seu vencimento, o Ministério da Saúde segue sem organizar um plano que garanta a vacinação massiva a longo prazo, inclusive tal situação se acentua com o próprio fato de que não há nenhuma verba destinada a compra de novos testes, sendo que foi prometido a entrega de 12 milhões de testes novos, meses atrás.

Os estoques federais contém cerca de 2 milhões de testes do tipo RT-PCR, cuja validade de sua maior parte vai até o fim de maio deste ano, sendo que este prazo era marcado para dezembro, antes de um aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permitiu a extensão de quatro meses de vida útil.
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Com o aumento da demanda de testes, sobretudo em meio as milhares de mortes que vem se desenvolvendo nos últimos meses, o ministério vem tentando encaminhar estes testes para os Estados, porém, há representantes do SUS alertando sobre a possibilidade dos testes já enviados, perderem sua validade em laboratórios centrais.

Com a própria pasta exercendo este papel, diversas reclamações vem sendo feitas por parte de especialistas, como a própria lentidão da averiguação dos resultados dos exames, onde 10% das amostras levam cerca de 5 dias até serem levadas para laboratórios de análise depois mais 2 dias até a divulgação dos resultados, sem contar que outras medidas como a de aplicativos de mapeamento de contagiados por aplicativo não foram concretizadas até hoje.

Com isso, a própria testagem foi extremamente comprometida por conta das políticas dirigidas por Bolsonaro e seus ministros, inclusive com suas próprias metas não sendo cumpridas, ao termos tido 15,63 de testes RT-PCR feitos até agora, quando a meta do governo era de 24 milhões. Mesmo com a troca de ministros e a vinda de Marcelo Quiroga, que anunciou um modelo novo de testagem de rápida de antígeno, sequer há um prazo definido para isso.

Enquanto isso, a população agoniza com a pandemia no país, fruto do negacionismo de Bolsonaro, assim como deste regime marcado pelo desmantelamento de direitos, como a própria saúde pública, cuja precarização vem se agravando cada vez mais.




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