ELEIÇÕES EM SP

Com maquiador e cabeleireiro, Hasselmann posa diante da pobreza na Cracolândia para pedir voto

A reacionária de extrema direita Joice Hasselmann foi à Cracolândia acompanhada de maquiador, cabeleireiro, fotógrafos e sua equipe (a qual ela trata como empregados submissos) fazer pose para "sair bem na foto" e pedir voto.

sexta-feira 18 de setembro| Edição do dia

Recentemente, Arthur do Val, o youtuber do MBL que ficou conhecido como Mamãe Falei, falou sobre a Cracolândia em um tweet em que dizia querer "acabar com a Cracolândia", o que não poderia ter outra conotação, ao se tratar dessa figura asquerosa, senão o chumbo policial em cima de uma população altamente vulnerável que enfrenta incontáveis problemas sociais.

Agora é a vez da dondoca Joice Hasselmann, que busca aparecer como quem ter uma resposta aos problemas que acontecem ali naquela região. Dessa vez, Hasselmann apareceu com sua equipe de campanha no local e, em meio a barracas onde habitam sem-tetos, montou seu "estúdio": estalou os dedos (igual se chama a um cachorrinho) para seus empregados para que lhe maquiassem, arrumassem seu cabelo e então pronto, que comece a sessão de fotos.

Seria cômico se não fosse trágico. A figura da extrema-direita que repudia pobres e políticas sociais, de repente surge tentando dialogar com um setor que vê que a realidade é de fome, desabrigados e miséria. E tenta fazer isso exalando privilégios em cima dos saltos e em frente às câmeras, tudo para ganhar voto para Prefeitura de SP (Joice está com cerca de 1% das intenções de voto).

Os problemas vividos na Cracolândia são expressões de um capitalismo em decomposição, que retira das pessoas o direito a emprego, a moradia, a saúde pública e a dignidade. A solução não está no chumbo, como sugere o Mamãe Falei (assim também como sugeriu Russomanno e como vem fazendo Bruno Covas).

Para saber qual programa é preciso defender para a Cracolândia e para São Paulo, leia: Que reforma urbana defendemos para São Paulo?

Essa extrema direita precisa ser varrida do campo eleitoral e da realidade. Nós precisamos de uma São Paulo dos trabalhadores, que imponha que esta crise seja paga pelos capitalistas.

Leia também: “O que mata nas madrugadas de SP não é o frio, é a especulação imobiliária”, diz Marcello Pablito

https://www.youtube.com/watch?v=1QP7JoBkTiE




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