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Com falta de funcionários, contaminações por covid e sem contratação, Metrô segue lotado

sexta-feira 9 de abril| Edição do dia

O Metrô de SP a mando de Doria, segue sua política de não contratar funcionários, aumentando a precarização do trabalho dentro da empresa e piorando o serviço prestado a população. Estações que operam com 2 funcionários por turno, as vezes apenas 1, viraram regra. Imposição da separação das duplas de seguranças para ficarem nas estações foram tentadas. Diminuição na oferta de trens foi implementada. Diversas demissões arbitrárias feitas. Cortes salariais e chantagens para que os funcionários afastados por comorbidades voltem ao trabalho, colocadas em atos do presidente. Essas são as marcas da gestão Silvani durante a crise sanitária. Doria e seus gestores, impõe uma carnificina em SP, com transporte público lotado e milhares de mortes diárias no Estado.

As terceirizadas sofrem ainda mais com a política irresponsável do governo. Faltam EPIs para que exerçam suas funções de forma segura, sobram demissões e assédio moral por parte das supervisões das empresas, que impõe uma insegurança sanitária ímpar para essas trabalhadoras no exercício de suas funções, tudo em nome do lucro e das robustas verbas públicas que são repassadas para os donos dessas empresas. Como vemos, o negacionismo genocida de Bolsonaro não anda sozinho no país. Mesmo governadores como Doria, que de forma demagógica tentam aparecer como quem respeita as normas sanitárias no enfrentamento a Covid, na prática, deixam a população e os trabalhadores do transporte entregues a própria sorte, em aglomerações gigantescas todos os dias no sistema metroviário, ferroviário e rodoviário. É essa a receita das 345 mil mortes até agora no país, um negacionismo genocida do governo federal e uma demagogia não menos genocida de governadores e STF.

É urgente a contratação de mais funcionários e a efetivação de todas as terceirizadas, para aumentar a oferta de trens e diminuir a lotação dentro das composições, isso acompanhado de medidas de isolamento que garantam apenas os serviços essenciais funcionando, com auxílio emergencial de 1 salário mínimo, para que a população tenha condições de sobreviver durante esse período difícil que atravessamos, proibindo demissões e cortes de direitos, criando as condições das pessoas se manterem sem precisar todos sair de casa para buscar seu sustento.

Leia também: Construir pela base a greve dos transportes por vacina para todos e contra os ataques!

A pandemia mata e a gestão capitalista dessa pandemia mata mais ainda, colocando o lucro a cima da vida, potencializando de forma cruel as mortes do nosso povo. Por isso os metroviários de SP indicaram em assembleia uma greve sanitária para o dia 20/04, que deve ser construída na base, com setoriais e assembleias democráticas. As centrais sindicais, como CUT e CTB, devem unificar todas as lutas dos transportes e outras categorias, com um plano de mobilização nacional para derrotar Bolsonaro, os golpistas e revogar as reformas reacionárias aprovadas nos últimos anos, garantindo os insumos necessários no combate a Covid e vacina para todos. Só assim com muita luta podemos dar uma saída de fundo para o país, impondo com a força da mobilização uma assembleia constituinte livre e soberana para mudar as regras do jogo e derrotar o regime do golpe, colocando os trabalhadores no centro da política nacional.




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