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QUE OS CAPITALISTAS PAGUEM PELA CRISE | Com 14 milhões de famílias na miséria, é preciso lutar por um auxílio de pelo menos um salário mínimo

A crise no país vem se aprofundando, já são mais de 500 mil mortos por covid, quase 15 milhões de desempregados e 14 milhões de famílias na miséria, o que corresponde a quase 40 milhões de pessoas que vivem com uma renda per capita de até R$89 por mês.

segunda-feira 21 de junho | Edição do dia

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do CadÚnico (Cadastro Único para programas sociais do governo federal) e escancaram a situação de miséria e fome em que se encontra o país. Essa situação é fruto não só da gestão negacionista de Jair Bolsonaro, mas de toda a obra econômica do golpe institucional, com a EC do teto de gastos, que congelou as verbas para saúde e educação, mas também com as reformas trabalhista e da previdência, que pioraram e muito as condições de trabalho, além de todas as medidas emergências da pandemia que serviram para manter o lucro dos patrões às custas de direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora. Não bastasse tudo isso, a inflação dos alimentos básicos e do gás de cozinha tem feito o salário que já é pequeno valer muito menos.

Isso se expressa nos dados do CadÚnico, são quase 40 mil pessoas na miséria, isso que esses dados se referem a famílias com moradia fixa e não leva em conta as pessoas em situação de rua, o que eleva e muito esse número.

Com um salário mínimo de R $1.100, até a população empregada passa por dificuldades. O gás de cozinha a R$100, a cesta básica entre R$200 e R$500, aumento na conta de luz. Isso sem pensar nos altíssimos níveis de desemprego e nas situações ultra precárias de subempregos colocados pela uberização do trabalho.

Enquanto a população passa por essa situação calamitosa, o governo paga um auxílio emergencial que varia de R$150 a R$375 e que está limitado a 4 parcelas até o momento. Um valor que claramente não cobre nem as despesas mínimas com alimentação. A ironia, que na verdade é a realidade nua e crua do capitalismo, é que enquanto a população paga pela crise, as 32 empresas mais rentáveis do mundo conseguiram mais de R$500 bilhões a mais em lucros durante a pandemia, enquanto a maioria da população amarga no desemprego e na miséria, uma nova portaria eleva o salário de Bolsonaro, Mourão e um limitado número de ministros militares e servidores do alto escalão em até 69%.

É gritante a desigualdade e mais gritante ainda as políticas do regime para justificarem a miséria. Enquanto aprovam medidas que, no discurso, seriam para salvar a economia e os empregos, na verdade expõe a maioria da população, a classe trabalhadora, a condições piores a cada dia. Durante a pandemia e o aprofundamento da crise o mínimo seria um auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo, o que diante da realidade do preço de vida seria de fato o mínimo para conter a miséria.

O discurso do governo de que não tem dinheiro para bancar um auxilio melhor, ou para investir em melhorias na saúde e nas condições sanitárias da população se prova totalmente mentiroso, ainda mais com o aumento dos salários dos funcionários do grande escalão do governo enquanto mais de 50% da população vive em insegurança alimentar. Além disso, o orçamento aprovado para 2021 prevê R$1,3 trilhão para a dívida pública, ou seja, para os bolsos dos banqueiros enquanto a população padece na miséria. Por isso é necessário lutar pelo não pagamento da dívida pública fraudulenta.

Por um auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo, que não dependa do corte de mais nenhum direito ou benefício! Para que os capitalistas paguem pela crise!

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