Sociedade

COLAPSO NA SAÚDE

Colapso no Mato Grosso escancara barbárie preparada por Bolsonaro e governadores

O secretário da Saúde do Mato Grosso declarou que o sistema de saúde do estado entrou em colapso e pediu ajuda aos outros estados. As respostas foram todas negativas, pois não há mais vagas nos hospitais de diversos estados, escancarando a barbárie preparada tanto por Bolsonaro, como pelos governadores que se dizem oposição, ao não tomarem as medidas necessárias contra a pandemia.

segunda-feira 8 de março| Edição do dia

(Foto: Davi Valle)

Com hospitais lotados acima da capacidade e 59 pessoas na fila para uma vaga de UTI, o secretário estadual da saúde do Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, solicitou leitos para transferência a outros estados. Dos 31 leitos disponíveis pelo estado, 20 estão concentrados em Cuiabá e Várzea Grande, na região da capital, enquanto os outros 11 respondem aos demais 139 municípios do estado.

O retorno recebido pelos estados foi no mesmo sentido do solicitado: segundo informações da Folha de SP, o Amapá chegou a 90% de ocupação dos leitos de UTI, Tocantins chegou a 99%, Mato Grosso do Sul 94%, e Rio Grande do Sul e Goiás também declararam não haver mais vagas. São Paulo está atualmente com 80% dos seus leitos ocupados, também o maior índice desde o início da pandemia.

O secretário do MT ainda fez um apelo demagógico à população, pedindo que respeitem as medidas de segurança preventiva, alertando para a falta de assistência médica como se estivessem preocupados com a vida das pessoas. A realidade é que esse caos a que chega o MT, sob o governo de Mauro Mendes do DEM, assim como os diversos outros estados e o país como um todo, é resultado das políticas de morte tanto do negacionismo reacionário de Bolsonaro, como também dos governadores, inclusive os que falaciosamente se dizem oposição ao presidente, mas atuam em conjunto atacando os direitos e a vida da população enquanto protegem os lucros dos empresários.

Mauro Mendes busca responsabilizar individualmente a população, chamando a uma suposta tomada de consciência sobre os cuidados sanitários que, sim, são necessários e imprescindíveis, mas é apenas um discurso que serve para mascarar sua responsabilidade pelo colapso. Enquanto faz o “lockdown” noturno, como se o vírus tivesse horário para circular, mantém a população trabalhando, sem direito ao isolamento, lotando o aglomerado transporte público e ainda cria uma desculpa para reprimir a juventude de madrugada.

A responsabilidade pelo colapso no estado, assim como no país, é dos governantes, que estão há um ano seja menosprezando as mortes, como Bolsonaro, seja lamentando e fazendo demagogia em cima da disputa das vacinas, como diversos governadores, mas todos estão atuando da mesma forma: não fizeram testagem massiva para organizar uma quarentena científica e qualitativa, facilitaram as demissões, não garantiram auxílio real a todos trabalhadores que precisarem se afastar pelo tempo que for necessário, não unificaram a fila das UTIs dos setores público e privado e agora não garantem vacinas suficientes para a população. Em outras palavras, atuaram somente para manter o lucro dos empresários, inclusive os da saúde privada, ao custo da morte de mais de 260 mil pessoas.

Nem os governadores, nem o presidente, nem Congresso nem STF são capazes de garantir as medidas mais elementares de combate real à pandemia, assim como à fome e ao desemprego, que se aprofundam em meio a crise, pois não é de seus interesses. A classe trabalhadora organizada é a única capaz de dar uma resposta à altura dos acontecimentos, impondo um programa de emergência que possa realmente dar uma saída conforme os interesses da vida dos trabalhadores e da população, e não do lucro dos empresários.

Saiba mais: Entre recordes de mortes por Covid, de desemprego e de ataques: só nossa classe pode impor uma saída de emergência




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