Sociedade

FURA-FILA DA VACINA

Clésio Andrade, que já foi vice-governador de Aécio Neves, fura a fila da vacina em MG

O empresário e político do Estado de Minas Gerais, Clésio Andrade (MDB), foi um dos vacinados contra a covid-19 por fora da fila do Sistema Único de Saúde brasileiro, escancarando a demagogia dos governos em torno da vacinação e a necessidade de um plano racional de imunização.

quinta-feira 25 de março| Edição do dia

Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado/Exame.

Nessa semana noticiamos aqui no Esquerda Diário que empresários do setor de transportes de Minas Gerais ignoraram as determinações do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19 e, por conta própria, compraram doses da vacina fabricada pela Pfizer para garantir sua imunização e também de seus familiares. O empresário Clésio Andrade, foi um dos que furaram a fila da vacinação. Apoiador do golpe institucional e das “reformas” que retiraram direitos essenciais dos trabalhadores, é velho conhecido da política brasileira, em especial da população mineira. Clésio foi vice-governador de Minas Gerais na gestão de Aécio Neves entre 2003 e 2006, senador pelo Estado entre 2011 e 2014, além de já ter sido sócio do publicitário Marcos Valério, conhecidos pela participação no caso de corrupção que ficou conhecido em 2007 como mensalão mineiro ou tucanoduto, ainda quando era vice de Aécio no governo de MG.

Mencionar o histórico de Clésio Andrade serve para os leitores conseguirem montar um panorama de quem são as figuras e personalidades que insistem em, por um lado, se protegerem dos impactos causados pela doença por fora do protocolo de imunização nacional, e por outro, a ignorarem as mais de trezentas mil mortes no Brasil, determinando quem é que vai poder viver, de acordo com seu poder aquisitivo, ou ser jogado na fila de espera de um leito em um sistema de saúde praticamente colapsado.

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Para garantir um plano racional de vacinação, com disponibilização universal em caráter de urgência e de combate efetivo à pandemia, não há outra saída senão atacar diretamente o lucro das grandes farmacêuticas. Para que se produza doses massivas da vacina, com os melhores resultados, é necessário um esforço científico conjunto que hoje esbarra na apropriação privada do desenvolvimento científico e técnico, desenvolvimento esse realizado pelos esforços públicos de financiamento e pesquisa. As patentes são um problema central e insolúvel nessa equação. É preciso lutar imediatamente pela quebra das patentes e assim conseguirmos produzir em massa as vacinas necessárias. Um plano racional de imunização não nascerá das mentes dos atores golpistas do regime e só poderá ser elaborado e colocado em prática pelos trabalhadores da Saúde, aqueles que estão na linha de frente no enfrentamento da pandemia e que a mais de um ano sofrem com o descaso do governo negacionista de Bolsonaro, Mourão e os militares.




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