CRISE SANITÁRIA NO AMAZONAS

Cínico, Pazuello afirma que alta de casos no AM era ‘desconhecida para todo mundo’

O general especialista em logística admitiu a incapacidade em garantir a estruturação suficiente para leitos diante da quantidade de casos no Estado, principalmente na capital, Manaus.

quarta-feira 27 de janeiro| Edição do dia

Após impacto negativo na imagem do governo Bolsonaro por causa de sua negligência criminosa com a crise sanitária no Amazonas, o ministro da Saúde promete que serão removidos 1,5 mil pacientes do Estado, antes afirmava que 235 pessoas seriam transferidas para serem tratadas em outros estados.

O general especialista em logística afirmou a incapacidade de garantir a estruturação para leitos suficientes diante da quantidade de casos no Estado, principalmente na capital, Manaus.

A responsabilidade por esta tragédia, contudo, é tirada das costas do governo federal e estadual e colocada na alegada ignorância diante da tragédia iminente. Pazuello afirmou que a alta de casos era ‘desconhecida para todo mundo’, sendo que por todo mundo já ocorriam segundas ondas de infecção e no Brasil não poderia ser diferente.

A situação caótica que vive o Estado, onde mais vidas já se perderam neste mês do que em todo ano de 2020, com pessoas morrendo pela falta de leitos e oxigênio, teve como primeira reação o completo descaso de Bolsonaro. “Fizemos nossa parte” foi a declaração do presidente genocida.

A situação não era desconhecida. De acordo com a AGU, o governo federal realizou reuniões com autoridades locais entre 3 e 4 de janeiro, quando foi alertado que o sistema de saúde estava à beira do colapso. Após 10 dias, crianças e idosos morriam pela falta de oxigênio no Amazonas. Segundo a PGR, desde 6 de janeiro havia a recomendação de transferência de pacientes graves para outros estados.

Pesquisas estão em desenvolvimento em torno da hipótese de que o aumento de casos esteja relacionado com a nova variante do coronavírus em Manaus, mas Pazuello já afirma tal hipótese como certeza para tirar as milhares de mortes das mãos dos militares, das suas e de Bolsonaro.

A falta de uma estrutura organizada, preparada com leitos, profissionais da saúde, a ausência de qualquer plano de combate à pandemia por parte do governador Wilson Lima (PSC), do prefeito David Almeida (Avante) e do governo Bolsonaro são os culpados pelas vidas perdidas. Agora, Pazuello tenta recuperar a imagem do governo diante da tragédia no AM, pela qual são responsáveis.




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