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Cidades de São Paulo detectam variante de Covid 19 e Araraquara já decretou lockdown

Cidades de São Paulo já confirmaram a circulação de variantes do novo Covid-19 e estão adotando medidas mais drásticas para conter a disseminação.

segunda-feira 15 de fevereiro | Edição do dia

Imagem: Reprodução/Google

Três cidades do interior de São Paulo já confirmaram a circulação de variantes do novo coronavírus e estão adotando medidas mais drásticas para conter a disseminação. Em Araraquara, norte do Estado, a prefeitura decretou lockdown por 15 dias, depois de detectar duas variantes do vírus - a de Manaus e a do Reino Unido - em 11 pacientes. Em Jaú, foi confirmada a mesma variante de Manaus em amostras de 3 pacientes. Um caso da variante também foi registrado em Águas de Lindoia.

O decreto da prefeitura de Araraquara restringiu a circulação de carros, bicicletas e pessoas pela cidade de 283 mil habitantes a partir desta segunda-feira, 15. O deslocamento só é permitido para acesso a serviços essenciais ou em caso de necessidade comprovada. Igrejas, templos, clubes recreativos e desportivos estão proibidos de abrir as portas. O comércio essencial só pode abrir até as 20 horas e atender com o uso de senhas. Postos de combustível fecham a partir das 19 horas e os infratores ficam sujeitos a multas que variam de R$ 120 a R$ 6 mil reais.

"Araraquara vive o pior momento da pandemia. Mutações do coronavírus foram identificadas em nosso município. O alerta é de grau máximo", disse o prefeito Edinho Silva (PT). Segundo ele, a investigação foi motivada pelo aumento da transmissão do vírus nas últimas semanas e a mudança no perfil dos internados, que são mais jovens.

As variantes britânica e brasileira do coronavírus foram identificadas em 11 das 16 amostras enviadas ao Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, vinculado à Universidade de São Paulo (USP). Os exames foram encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz para confirmação. O prefeito já informou o achado ao Centro de Contingência da Covid-19 do governo de São Paulo.

Diante de todo esse caos, João Doria (PSDB) faz demagogia em cima de sua vacina, que não alcança nem mesmo a totalidade dos trabalhadores da saúde, e impõe o retorno às aulas presenciais em escolas sem estrutura sanitária para isso. Além disso, também demitiu trabalhadoras da limpeza, tornando ainda mais impossível de garantir qualquer tipo de segurança sanitária. A APEOESP, sindicato dos professores da rede, já mostrou um levantamento de que, com uma semana de aulas presenciais, houve uma explosão dos casos de covid entre professores.

Ao invés de buscar a unificação com os professores municipais e fortalecer a greve dos professores contra o retorno das aulas presenciais, com espaços de organização construídos em cada escola, a direção majoritária da Apeoesp, composta pelo PT e PCdoB, não veio construindo a mobilização durante a semana e decidiram por declarar greve das atividades presenciais, mantendo o trabalho remoto. Se aliando à esses ataques, no movimento estudantil, a UJS, juventude do PCdoB, lança carta reivindicando o retorno das aulas presenciais com o mesmo discurso de Rossieli.

É necessário a construção de polo antiburocrático, que tenha como objetivo exigir da direção majoritária do sindicato a unificação com professores municipais, que organize espaços de discussão e deliberação construídos pela base em cada escola e campanha contra o corte de ponto, disponibilizando os recursos do sindicato e organizando um fundo de greve para garantir condições de mobilização contra o corte de salário de Doria.

Com informações da Agência Estado.

Leia mais: "Guerra pelas vacinas": frente à irracionalidade capitalista, anulação das patentes e vacinas para todo mundo




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