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CONSTITUINTE NO CHILE | Chile: Governo suspende Convenção Constituinte em tentativa de boicote 

A sessão da Convenção Constituinte foi suspensa. Lester Calderón, trabalhador industrial e dirigente do Partido Revolucionário dos Trabalhadores, assinala que o governo Piñera quer boicotar a Convenção e subordiná-la, sendo urgente que se declare soberana, assumindo plenos poderes para discutir e votar tudo, incluindo tanto aspectos técnicos como políticos.

quinta-feira 8 de julho | Edição do dia

Hoje (5) deveria ser realizada a sessão da Convenção Constitucional. Durante a manhã, observou-se a presidente e vice-presidente do órgão, Elisa Loncón e Jaime Bassa, reunindo-se com o subsecretário da Secretaria Geral da Presidência, Máximo Pavez, e o secretário executivo da Convenção Constitucional, Francisco Encina, para abordar, entre outros temas, aspectos técnicos e sanitários desta primeira sessão.

A proposta acertada era que 80 convencionalistas estivessem presentes no hemiciclo do antigo Congresso e nas outras três salas fossem indicadas 25 pessoas em cada uma, contactando-se telematicamente à sessão na Sala.

No entanto, já havia se passado uma hora e meia desde o tempo previsto para esta sessão e ela ainda não havia começado. Pouco depois, confirmaram que a reunião havia sido suspensa pelo conselho de administração e adiada para esta terça-feira, às 10h00.

Diante disso, Lester Calderón trabalhador da indústria e dirigente do Partido de Trabalhadores Revolucionários assinalou:

“O governo quer boicotar a convenção e subordiná-la. Isso é comprovado pelo escândalo de hoje, a repressão deste domingo na sessão de abertura e as declarações do governo contra os presos políticos, buscando que a Convenção não a coloque isto sobre a mesa. Assim a Constituinte é uma farsa. É mais do que claro que é essencial que a Convenção se declare soberana e decrete como primeira medida a anistia aos presos da rebelião. Se se limitar apenas a uma declaração de boas intenções, é uma zombaria aos familiares dos presos. A convenção deve assumir plenos poderes para poder discutir e votar tudo, incluindo tanto os aspectos técnicos e políticos. Além disso, é urgente que as centrais sindicais como a CUT e os grandes sindicatos mineiros, portuários e da indústria chamem à mobilização para o cumprimento efetivo de todas as demandas”.

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