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Na noite de ontem, uma estudante de 19 anos foi estuprada na UnB. O Pão e Rosas se solidariza profundamente com a estudante e faz um chamado a todas, todos e todes estudantes, trabalhadores, professores, entidades e coletivos de mulheres a se somarem no ato na segunda, com concentração às 10h para confecção de cartazes e saída 12h para a Reitoria

sábado 9 de julho | Edição do dia

Precisamos nos levantar contra os estupros e assédios na UnB! Toda solidariedade à estudante, é necessário mobilizar o conjunto das mulheres, estudantes, trabalhadores e professores para arrancar justiça.

Esse caso estarrecedor é fruto dessa sociedade capitalista patriarcal que promove a violência estrutural contra as mulheres, com Bolsonaro, Damares e os militares de mãos dadas com as Igrejas e a justiça aplicando cada ataque contra as mulheres, como com o direito ao aborto, e promovendo miséria, desemprego e trabalho precário em especial às mulheres negras. E em nossa universidade, quem perpetua essa violência estrutural é a Reitoria de Márcia Abrahão.

A UnB é um lugar escuro e ermo, ao não ter iluminação e nem transporte interno massivo, e a Reitoria ter uma política sistemática de repressão a livre ocupação dos espaços pela juventude, ela cria o ambiente perfeito para os assédios, estupros e violências de gênero. Por isso, não podemos esperar que um mínimo seja dado por essa Reitoria, mesmo tendo à frente uma mulher, porque ela não se importa com a vida das mulheres e sim em garantir que a ciência da universidade sirva aos lucros dos empresários, não à toda vem aplicando cada corte e ataque do governo Bolsonaro.

A Reitoria de Márcia Abrahão é responsável por perpetuar o machismo institucional dentro da universidade: mantêm a terceirização, que tem rosto de mulher negra, e a superexploração do trabalho; a falta de permanência e creches para todas; a ausência de linhas de pesquisas em todas as áreas do conhecimento com ênfase na saúde, situação e defesa da mulher entre outros. Essa situação não é de hoje. No início do semestre houve um assédio com uma estudante do Serviço Social no banheiro, essa semana um caso de assédio na FE. Há anos são inúmeros os casos de assédio, estupro e mesmo feminicídio nos campis da UnB, e via de regra, nada muda.

Não será com mais policiamento que essa situação será resolvida, pois a polícia é o mesmo braço armado racista do Estado burguês que promove a violência contra mulheres, negros, LGBTQIAP+. É a mesma polícia que reprime a ocupação dos espaços da universidade, as lutas estudantis e as greves dos trabalhadores. Precisamos, sim, de permanência para todes que precisam, efetivação das terceirizadas sem necessidade de concurso público, mais creches nos campis, um plano de segurança das estudantes, professores e trabalhadores da universidade que conte com mais iluminação, infraestrutura, transporte etc.

Precisamos batalhar por uma universidade que esteja a serviço da classe trabalhadora e do povo pobre, que coloque toda a ciência produzida para combater a violência de gênero e os grandes problemas econômicos e sociais das mulheres trabalhadoras.

Desde que soubemos desse caso estudantes vem se mobilizando nas redes sociais, é nessa sede de justiça que devemos nos apoiar e nos organizar em cada curso que estamos, em nossas entidades estudantis e ao lado dos coletivos. Um ato por justiça foi convocado para segunda-feira às 12h saindo do Ceubinho rumo à Reitoria. Às 10h haverá, também no Ceubinho, uma concentração para confecção de cartazes. Chamamos todes os estudantes ao ato, e o DCE precisa convocar urgentemente uma assembleia geral des estudantes para debatermos sobre esses casos, só conquistaremos justiça com a força da nossa mobilização. Não aguentamos mais! Chega de estupros e assédios! Basta de violência contra as mulheres.




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