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Metrô de SP | Chapa 4 - Nossa Classe: Conclusões sobre a mobilização dos Metroviarios em meio as lutas em curso

Na última terça-feira (24), os metroviários de São Paulo decidiram por encerrar a mobilização aceitando a proposta da empresa. Nós da chapa 04 Nossa classe defendemos a manutenção da greve chamando unidade com as categorias que estão em luta hoje para fortalecer todas as lutas em curso. O metrô não atendeu boa parte das reivindicações da categoria, mesmo assim a maioria da diretoria do sindicato defendeu aceitar o acordo.

sábado 28 de maio | Edição do dia

Ontem(24/05) os Metroviários e Metroviárias de SP em campanha salarial realizaram assembléia na sede do sindicato para definir sobre indicativo de greve da categoria para o dia (25/05). O Governo de SP, hoje nas mãos do recém tucano Rodrigo Garcia, segue a mesma política de ataques a direitos, terceirzações e privatizações de Doria. Terceirizaram as bilheterias do Metrô. Diminuíram drasticamente o número de funcionários, sem contratar ninguém a muitos anos. Venderam as linhas 8 e 9 da CPTM para Via Mobilidade. Os passageiros dessas linhas sentem na pele as consequências dessa privatização, com falhas diárias e completo descaso com a população. Repassam milhões do dinheiro público para essas empresas, que pagam um salário bem reduzido para seus funcionários e prestam um péssimo serviço.

Nós da chapa 4, minoria na diretoria colegiada do sindicato, defendemos que a categoria deveria ir para a greve chamando a unidade com todas as categorias em luta, como os Rodoviários de SP que estão em estado de greve, os operários da CSN que lutam contra demissões e os trabalhadores da CAOA CHERY, que estão em mobilização contra o fechamento da fábrica. O Metrô não atendeu boa parte da pauta da categoria, mas mesmo assim a maioria da diretoria do sindicato defendeu aceitar a proposta da empresa e encerrar a campanha, proposta que foi maioria na votação online. Mesmo assim quase 700 metroviários votaram pela greve, mostrando disposição de luta e que queriam ir por mais, disposição ignorada pela maioria do sindicato.

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As principais centrais sindicais do país como CUT e CTB, não unificam as mobilizações. Diversas greves importantes já aconteceram esse ano no país, como os Garis do RJ e os profissionais da educação de Minas Gerais, mas nenhuma política de unificação das lutas foi colocada pelas centrais. Atuam contra a unidade dos trabalhadores apostando todas suas fichas na eleição da chapa Lula/Alckimin, como se essa fosse a saída para frear a ascenção da extrema direita no país representada na figura grotesca de Bolsonaro. Enquanto isso o desemprego e a perda de direitos correm soltos pelo Brasil, acompanhado da fome e do aumento vertiginoso dos moradores de rua.

Nós do Movimento Nossa Classe, confiamos na força dos trabalhadores, sabemos que só a luta direta da classe operária pode realmente derrotar o Bolsonarismo e a direita golpista, revogando as reformas trabalhista e da previdência, que tanto prejudicam a maioria do povo. Nesse sentido defendemos a unidade de todas as categorias para lutar, pois sabemos que assim estaremos mais fortes para enfrentar os governos e os patrões. Infelizmente as direções sindicais majoritárias não pensam o mesmo, preferem abraçar instituições reacionárias como o STF, como se esses fossem garantir algum tipo de democracia no país. Assim caminham sem unidade da nossa classe, mas em unidade com o golpista Alckimin e o não menos golpista STF, uma tragédia anunciada que não vai melhorar a vida da maioria da população, pelo contrário, vai fortalecer a direita e todos aqueles que querem explorar até a medula os trabalhadores e trabalhadoras do nosso país.




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