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JUSTIÇA POR JACAREZINHO | Chamado axs estudantes da UFMG: todxs ao ato do 13 de maio por justiça para jacarezinho!

As seções regionais do coletivo Faísca Revolucionária e do grupo internacional de mulheres Pão e Rosas chamam todos os estudantes e entidades estudantis da universidade a construir uma forte participação estudantil no ato por justiça a Jacarézinho em Belo Horizonte, às 17h do dia 13 de maio, na praça Afonso Arinos. Particularmente ao DCE, fazem um chamado a coordenar essa participação, conformando um bloco unitário dos estudantes da UFMG no ato.

quarta-feira 12 de maio | Edição do dia

Estão sendo convocados em todo país atos para essa quinta-feira, 13, demandando justiça para as vítimas de Jacarezinho. Em BH, cidade onde negros e negras são sistematicamente empurrados para a periferia e cidades da região metropolitana, as seções regionais do coletivo Faísca Revolucionária e do grupo internacional de mulheres Pão e Rosas chamam demais estudantes e entidades estudantis a participarem juntos de um bloco unitário neste ato, para manifestar pelo fim das operações policiais e da impunidade e por uma investigação independente, dirigida pelos familiares, movimentos sociais e por direitos humanos, organizações de moradores, partidos de esquerda e sindicatos de trabalhadores, na medida em que a polícia e a justiça manobram, escondem, falsificam, enfim, usam de todos os artifícios pra que os culpados saiam impunes.

Também fazem um chamado à atual gestão do DCE, conformada pela oposição de esquerda na UNE (Afronte, Correnteza, Juntos e UJC), para coordenar a conformação desse bloco, impulsionando ativamente a construção do ato e fortalecerem esse chamado a demais entidades.

As seções regionais do coletivo Faísca Revolucionária e do grupo internacional de mulheres Pão e Rosas complementam o chamado ressaltando o caráter reacionário e racista do governo Bolsonaro e Mourão, repleto de militares, como também do regime instalado no país a partir do golpe de 2016, expresso na chacina de Jacarezinho, com o aprofundamento da violência e da repressão estatal por meio da polícia, mesmo em meio a pandemia que já atinge mais fortemente os setores oprimidos.

Os militantes defendem que é fundamental que o movimento estudantil batalhe por Fora Bolsonaro, Mourão e militares, sem depositar nenhuma confiança no judiciário racista e no congresso, que estiveram por trás do golpe institucional e que estão sempre juntos quando o assunto é descarregar a crise econômica nas costas da classe trabalhadora e dos setores oprimidos, por isso defendem que os culpados pela chacina sejam julgados por júri popular.

“Neste dia 13, estaremos nas ruas de BH exigindo o fim dos autos de resistência que não passam de uma justificativa para o massacre da população negra! E nós da Faísca e do Pão e Rosas não acreditamos que seja possível reformar ou controlar as polícias, por isso defendemos o fim de todas as polícias, que não passam de cães de guarda da propriedade privada burguesa”.

Na UFMG, o Centro Acadêmico de Filosofia (CAFCA) e a Representação Estudantil de Artes Visuais também chamaram demais entidades e o DCE para conformar um bloco unitário de estudantes no ato desta quinta-feira.




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