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Permanência estudantil | Chamado aos estudantes e ao DCE por um bloco da UnB em defesa da permanência estudantil indígena

Amanhã, 07/10, os estudantes indígenas e quilombolas irão realizar um ato no Ministério da Educação como parte do 1º Fórum Nacional de Educação Superior Indígena e Quilombola, em defesa da permanência estudantil. Por isso, fazemos um chamado ao DCE e todos os CAs da UnB para construir um bloco de estudantes em apoio no ato de amanhã. Unificando a luta dos estudantes, trabalhadores à dos povos indígenas e quilombolas contra os ataques, Bolsonaro e Mourão e pela permanência estudantil já.

quarta-feira 6 de outubro | Edição do dia

No contexto de crise econômica que vivemos, vemos que a juventude indígena, quilombola, negra e filha da classe trabalhadora é um dos setores que mais vem sofrendo, desde os ataques ao orçamento das universidades pelo governo Bolsonaro e o Congresso que as ameaçam até de fechamento, a defesa da permanência estudantil ganha ainda mais importância, até os fortes índices de fome e desemprego que nos jogam em trabalhos ultra precários. Na própria UnB, assistimos sucessivos ataques contra a permanência estudantil, descarregando a crise nos estudantes mais pobres, como em relação ao aumento do bandejão para R$ 6,10, um dos mais caros do país, e o sucateamento da CEU - que inclusive teve vários de seus moradores intoxicados com marmitas cheias de larvas e plástico, fora o desmoronamento da laje do prédio recentemente.

Uma verdadeira política de exclusão sendo implementada em prol de tornar a universidade pública ainda mais elitista e excludente, revertendo os pequenos avanços fruto das cotas sociais e raciais que permitiram uma mudança em torno da composição social das universidades. Sem contar que o vestibular é um filtro social racista e elitista e que para além da dificuldade de permanecer, já são pouquíssimos que conseguem furar esse filtro.Por isso, inclusive, defendemos que nossa luta deve ir por mais e lutamos pelo fim do vestibular.

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Ao mesmo tempo, 700 estudantes indígenas e quilombolas estão acampados em Brasília realizando o 1º Fórum Nacional de Educação Superior Indígena e Quilombola, cujo principal tema são os desafios em torno da permanência estudantil, que para esses setores oprimidos da população são ainda maiores tendo em vista a histórica exclusão a que estão submetidos.

Esses estudantes protagonizam hoje essa importante resistência aos ataques contra a permanência estudantil, e realizarão amanhã, 07/10, um ato em frente ao Ministério da Educação. Acreditamos que os estudantes da UnB de conjunto precisam se ligar fortemente a esse movimento organizado pelos indígenas e quilombolas que estão debatendo e realizando as principais iniciativas para resistir aos ataques de todo o regime contra a permanência, por isso estamos diariamente construindo o Fórum junto a tais estudantes. Por isso, fazemos um chamado a todos os estudantes, ao DCE e todos os CAs da UnB, em especial o do Serviço Social, para construir pela base dos estudantes ativamente, convocando cada estudantes para tomar essa luta para si e compor um bloco de apoio à luta dos povos indígenas e quilombolas no ato que ocorrerá amanhã. Como parte dos encaminhamentos da última Assembleia Geral da UnB no dia 30/09, foi encaminhado à participação no Fórum e divulgação da luta. Nesse sentido, propomos que seja conformado esse bloco dos estudantes com uma faixa unitária que esteja escrito “Unir estudantes, trabalhadores e indígenas. Permanência estudantil já! Fora Bolsonaro e Mourão”.

É fundamental que tomemos essa luta em nossas em um momento onde nossos futuros estão sendo arrancados pelo capitalismo e seus governos. A luta dos indígenas mostra que o caminho de qual unidade precisa, e com certeza não é com a direita. O dia 2 de outubro mostrou mais uma vez, como as direções burocráticas do PT e do PCdoB, tanto no movimento estudantil com a UNE quanto nos sindicatos com a CUT e a CTB, vêm cumprindo um papel de domesticar qualquer processo de luta, mantendo isoladas essas lutas e impedindo qualquer forma de coordenação. Querem dissolver os trabalhadores em manifestações “cidadãs” com a direita em calendários espaçados sem qualquer plano de luta real porque desejam canalisar nosso ódio a Bolsonaro e seu governo em uma confiança de que tudo possa se resolver com as eleições de 2022.

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Diante disso, consideramos que se atualiza ainda mais a necessidade de unificar iniciativas na luta de classes com os setores da esquerda socialista e revolucionária. Por isso, nós da Faísca, fazemos um chamado especial às organizações de esquerda que se colocam no campo revolucionário a batalharmos em unidade não só para construir o ato, mas também pela unificação da luta pela permanência estudantil, representada pelos estudantes indígenas e quilombolas, com as iniciativas que ocorrem essa semana contra a terrível reforma administrativa que visa atacar os servidores públicos e sucatear os serviços públicos. É a unidade da classe trabalhadora com a juventude e os setores oprimidos, a unidades daqueles que são alvo dos ataques contra as universidades, contra os serviços públicos, contra as terras indígenas e quilombolas, que pode derrotar todas as reformas antipopulares do governo Bolsonaro e de todo o regime.

Não podemos deixar que vendam o nosso futuro!




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