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Eleições DCE USP | Chamado a unificar a esquerda a partir de uma convenção programática por uma chapa de oposição contra a extrema direita e independente da reitoria

Para derrotar Bolsonaro e a extrema direita, os ataques à educação e garantir permanência que vemos cada dia mais ameaçada, precisamos de um movimento estudantil que confie em nossas próprias forças aliadas com os trabalhadores, não com a direita que nos ataca e sem nenhuma ilusão na Reitoria.

segunda-feira 16 de maio | Edição do dia

A Faísca Revolucionária chama todes es estudantes que concordam com essa necessidade, organizações de esquerda, e especialmente o PSTU com quem construímos o Polo Socialista Revolucionário nacionalmente, para construir uma convenção programática na USP que possa debater um programa em comum para uma chapa de oposição de combate ao bolsonarismo independente da reitoria e de acordos políticos com a direita.

As eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de São Paulo (USP) vão acontecer nos dias 7,8 e 9 de junho. Nós, da Faísca Revolucionária e do Esquerda Diário, estamos presentes em diversos cursos da USP e diante das eleições, chamamos todos os setores de esquerda que querem batalhar por uma alternativa independente, combativa e aliada aos trabalhadores, a construírem conosco uma convenção programática que debata as tarefas do movimento estudantil da USP para estar à altura das necessidades e anseios de hoje, podendo conformar uma chapa forte e unificada para as eleições, alternativa à atual gestão Nossa Voz, dirigida pelo PT, Levante Popular da Juventude e UJS.

Atravessando o quarto ano do governo de Bolsonaro e Mourão, nos encontramos hoje numa situação de crise econômica, fome, desemprego, aumento da miséria e precarização do trabalho. Os anos de pandemia escancararam uma situação que já apontava para uma realidade alarmante, fruto dos ataques dos patrões, de Bolsonaro e dessa extrema direita reacionária, do STF e do Congresso Nacional.

São milhares de estudantes que cada vez mais sentem na pele a dificuldade de se manter numa das universidades mais elitistas do país, que passados os difíceis dois anos de pandemia e ensino remoto encontram a moradia estudantil do Crusp em condições ainda mais sucateadas; o restaurante universitário, as salas de aula, os serviços de suporte e apoio como as pró-aluno, em uma realidade de precarização e falta de investimento por parte da reitoria, impactando direta e diariamente na nossa vida e na de trabalhadores. Tudo isso para além do ataque do governo Bolsonaro à conquista histórica do movimento estudantil às cotas étnico-raciais, com o objetivo de restringir ainda mais o acesso já restrito pelo filtro do vestibular.

Para responder a essa situação que nos massacra dentro e fora da Universidade e por todos os lados, é preciso ter claro, em primeiro lugar, que não será se aliando com nossos inimigos que conseguiremos conquistar nossas demandas.É por isso que a tarefa número 1 neste momento é batalhar por um movimento estudantil que lute contra Bolsonaro e os militares e os ataques à educação, sem alianças com a direita que nos ataca e sem nenhuma ilusão na reitoria e burocracia universitária. Isso passa por construir uma forte oposição à política do PT no DCE pela via da gestão Nossa Voz, que semeia ilusões na reitoria e a nível nacional repete os mesmos erros da conciliação de classes do passado. A única forma de responder à crise que hoje vive a juventude é batalhar para construir um movimento estudantil independente, pela base e aliado aos trabalhadores.

Agora, mais do que nunca, precisamos de entidades estudantis capazes de combater a extrema direita e responder cada uma das nossas demandas em defesa da educação e por permanência estudantil. Isso não vai se dar em aliança ou conciliando com a velha direita tradicional, oligárquica, escravocrata. Nossos verdadeiros aliados são os trabalhadores, as mulheres, negros, LGBTS, indígenas, imigrantes. Essa é a única forma de levar a frente a tarefa histórica que temos hoje de derrotar a extrema direita que ataca nossos direitos e futuro.

Como vamos enfrentar os cortes na educação junto com o vice ex-tucano Alckmin, responsável por dirigir projetos de privatização da USP, reprimir professores em São Paulo, roubar merenda de estudantes, reprimir, junto com Haddad, os jovens universitários nas manifestações de junho de 2013? Nossa perspectiva não pode ser a da burocracia estudantil que é majoritária na UNE, composta pelo PT, UJS e Levante Popular da Juventude, de, frente a possibilidade de ter um governo federal e também estadual do PT no caso de São Paulo, condicione nossa entidade e necessidades dos estudantes às vontades dos governos, assim como vemos que hoje subordinam às demandas dos estudantes à estratégia de conciliação de classes e a estratégia eleitoral, linha que esses partidos seguem nacionalmente.

Nacionalmente construímos, junto com o PSTU, CST e outras organizações, o Polo Socialista e Revolucionário, defendendo um programa que possa unir a esquerda que busca uma alternativa que se enfrente contra a direita sem apostar em uma saída pela via da conciliação de classes. Acreditamos que nestas eleições de DCE, seria um ponto de apoio nesta batalha nacional, que o Polo se expressasse unificadamente nas eleições do DCE da USP, debatendo nesta convenção programática com todes estudantes e movimentos políticos que defendam a necessidade de um movimento estudantil independente da reitoria e que a nível nacional defende que, para combater o bolsonarismo, não podemos nos aliar com os patrões, Alckmin e a direita, resgatando todo o histórico explosivo que tem o movimento estudantil organizado de forma independente, combativo e aliado aos trabalhadores. Fazemos um chamado a construir essa convenção em unidade e que possamos definir em conjunto com os setores que tenham essa disposição, a melhor data e horário para que esta possa de fato se efetivar.




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