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#GaloLivre | Chamado à esquerda por uma forte campanha pela liberdade de Galo

Fazemos um chamado por uma campanha pela liberdade e anulação do processo contra o entregador antifascista Paulo Galo, que continua preso pelo autoritarismo judiciário em uma perseguição política clara, acusado de envolvimento na ação que questionou o legado do bandeirante escravagista Borba Gato.

segunda-feira 9 de agosto | Edição do dia

O ativista Paulo Galo já está preso há 12 dias, acusado de envolvimento no incêndio à estátua do bandeirante Borba Gato em São Paulo no dia dos atos de 24 de julho. Galo teve o Habeas Corpus expedido, mas sua prisão foi mantida por decisões de juízes como Gabriela Bertoli e Xisto Rangel do TJ-SP, que determinaram novamente sua prisão e de mais três supostos integrantes da ação política contra a estátua do bandeirante.

As ações coletivas contra estátuas que preservam o legado do racismo e do colonialismo foram generalizadas por todo o mundo com as manifestações do Black Lives Matter e a juventude e os trabalhadores questionando os símbolos e homenagens à brutalidade das classes dominantes espalhados pelas cidades. A PM e o judiciário são pilares fundamentais da manutenção do legado sangrento de opressão e exploração que segue enchendo os bolsos das elites desde os tempos de Borba Gato. E muitos dos responsáveis pela perseguição política contra Galo são inclusive diretamente descendentes dos bandeirantes, latifundiários e escravistas representados por Borba Gato, como o próprio governador tucano, João Dória .

O judiciário e seus representantes, que não foram eleitos por ninguém e vivem com salários colossais e uma série de privilégios, enquanto a população cai na miséria e cresce a fila do osso, se conformam como uma casta reacionária contra os oprimidos que se levantam, perseguindo Galo para que ninguém mais questione a herança racista em que se sustentam, e que segue superexplorando e assassinando negros, indígenas e o conjunto da classe trabalhadora.

É preciso ampliar ao máximo a campanha em defesa de Galo, como fez o Comitê Unicamp em apoio à greve da MRV, com estudantes e trabalhadores se unificando contra a exploração da patronal e em solidariedade ao entregador. Esse é um exemplo que poderia ser generalizado e ampliado por entidades estudantis, sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda.

Os parlamentares de esquerda e as centrais sindicais deveriam também colocar força nessa campanha, a começar pela CUT e a CTB (dirigidas por PT e PCdoB), mas também a CSP-Conlutas (PSTU) e as Intersindicais (PSOL). Uma campanha assim pode ser um grande exemplo de unidade da nossa classe na luta comum contra nossos inimigos, que vêm em uma série de ataques políticos e econômicos contra os trabalhadores e o povo pobre. Na contramão disso, setores como o PSOL, PCB, UP e PSTU recentemente reivindicaram a presença do PSDB nas nossas manifestações contra o governo, por supostamente defenderem pautas democráticas. A prisão arbitrária e repressiva de Galo pelo judiciário do estado governado por Dória mostra o quão longe a direita está de defender nossos direitos democráticos e o quanto setores da esquerda estão abdicando de qualquer independência de classe em sua política.

Por isso, nós do Esquerda Diário e do MRT fazemos um chamado à esquerda por uma forte campanha pela liberdade de Paulo Galo e pela retirada integral do processo contra ele e os outros acusados de envolvimento no ato anticolonial do dia 24 de julho. É preciso combater o autoritarismo judiciário através de uma campanha incluindo manifestações de rua, agitação nas ruas e locais de estudo e trabalho, levantando todo apoio democrático possível e internacionalizando a campanha em defesa de Galo.

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