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Eleições DCE UFMG | Chamado à construção de uma reunião aberta rumo às eleições do DCE UFMG

A partir do dia 6 de novembro começam as campanhas eleitorais para o DCE da UFMG. Chamamos todes estudantes e organizações de juventude que se afirmam críticos à política do PT e do PCdoB de conciliação com a direita a construírem uma reunião aberta unitária para discutir quais demandas e propostas nosso DCE precisa para se fortalecer.

terça-feira 26 de outubro | Edição do dia

A cada dia que passa as notícias se tornam mais expressivas da miséria capitalista e de como o governo e o regime querem fazer os trabalhadores e a juventude pagarem pela crise, enquanto Bolsonaro, Mourão, os militares, os empresários e políticos burgueses acumulam riquezas e privilégios.

Para nós estudantes, a resposta do regime à pandemia significou a dificuldade de conciliar estudo e trabalho, intensificação dos problemas de ansiedade e saúde mental, maior cobrança de produtivismo acadêmico e uma assistência estudantil ainda mais insuficiente.

Os cortes na educação, que vêm desde os governos petistas, se intensificaram com o golpe institucional de 2016 e explodiram no governo Bolsonaro, como vemos agora na luta dos bolsistas do PIBID e da Residência Pedagógica.

A UFMG sempre esteve na linha de frente das lutas em defesa da educação e contra esse governo que ataca em primeiro lugar mulheres, negros, Lgbtqia+ e indígenas, em especial os trabalhadores e seus filhos. Hoje mesmo houve uma manifestação na ALMG em defesa da ciência e da educação.

É nesse marco que acontecerão as eleições para nosso DCE. E por isso, precisamos de um DCE fortalecido e preparado para os desafios do próximo período, que possa ser um ponto de apoio para nossa luta em todo país. Para isso, precisa ser uma oposição de esquerda à direção majoritária da nossa principal entidade estudantil nacional, a UNE, que se divide entre a UJS (juventude do PCdoB), que defende uma frente ampla chamando aqueles que estiveram com Bolsonaro em todos seus ataques, como o PSDB e até mesmo o reacionário MBL; e a juventude do PT e o Levante Popular da Juventude que querem canalizar nossas expectativas na candidatura de Lula em 2022. O mesmo Lula que dá as mãos a Sarney, FHC ou Maia. E o pior de tudo, essa política "lulista" é apoiada até mesmo por setores do PSOL.

Por isso chamamos todes estudantes e organizações de juventude que se afirmam críticos à política do PT e do PCdoB de conciliação com a direita, como Correnteza, Juntos, MUP, Vamos à Luta, e Rebeldia, a construírem uma reunião aberta e unitária para a discussão de quais demandas e propostas nosso DCE precisa para se fortalecer.

Nossas entidades estudantis precisam precisam tirar as lições desse último período e estar a serviço da organização e da luta dos estudantes, de forma independente da reitoria e dos governos que administram a miséria capitalista.

A busca por alianças com a direita pelo impeachment se mostrou fracassada, pois o regime que elegeu Bolsonaro não deixou de sustentá-lo. Além de que, se fosse aprovado, o impeachment levaria Mourão ao poder. A presença da direita nas ruas serviu para diminuir os atos pelo Fora Bolsonaro ao invés de aumentá-los.

Apesar das diferenças, consideramos viável e necessário discutirmos e batalharmos por pontos de programa que defendamos juntos e sirvam para fortalecer a luta dos estudantes. Como um exemplo, podemos defender juntos o direito de estudar, lutando por acesso e permanência para toda a demanda e para que a universidade esteja a serviço da classe trabalhadora e de toda população, que o nosso conhecimento seja voltado para a resolução dos problemas sociais e não para o lucro de empresas que destroem a vida e o meio ambiente, como a Vale.

Convidamos todes estudantes a debaterem conosco essa proposta. Por fora Bolsonaro e Mourão e pelo direito ao nosso futuro, precisamos fortalecer também nas eleições do DCE a construção da unidade entre estudantes, trabalhadores e professores dentro e fora da UFMG.




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