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Carestia de vida | Cesta básica não para de subir, em São Paulo já está quase R$700

Levantamento mensal do Dieese mostra que em outubro 16 das 17 capitais do país sofreram aumento nos itens básicos. A cesta mais cara foi registrada em Florianópolis por R$700,69. São Paulo teve aumento de R$20 em outubro, indo para R$693,79. Enquanto isso, desemprego e fome também não param de crescer.

terça-feira 9 de novembro | Edição do dia

Comparando outubro de 2020 com outubro de 2021, vê-se que o preço dos alimentos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. Os maiores percentuais foram encontrados em Brasília (31,65%), Campo Grande (25,62%), Curitiba (22,79%) e Vitória (21,37%).

De acordo com o Dieese, levando em conta o preço da cesta básica de Florianópolis em outubro, o salário mínimo deveria ser equivalente a R$5.886,50, mais de 5x o piso nacional de R$1.100. Comparando o custo da cesta básica com o salário mínimo líquido, concluiu-se que o trabalhador que recebe o piso nacional comprometeu, em outubro, 58,35% do salário com alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em setembro, o percentual foi de 56,53%.

A fome no país já atinge mais de 19 milhões de pessoas devido ao desemprego, à inflação e aos diversos ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo em meio à pandemia, com o desmonte de serviços públicos, privatizações e reformas que ao mesmo tempo que garantem taxas altas de lucros para os grandes empresários descarregam a crise nas costas dos trabalhadores e setores vulneráveis da população.




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