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GREVE | Cerca de 600 trabalhadores da Nestlé em Feira de Santana cruzam os braços e entram em greve

Trabalhadores da Nestlé, em Feira de Santana (BA) , entraram em greve por tempo indeterminado desde às 0h desta segunda-feira (12). De acordo com eles, a empresa está realizando uma série de cortes em diversos direitos e benefícios destes trabalhadores. Todo apoio à greve dos trabalhadores da Nestlé!

terça-feira 13 de julho | Edição do dia

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Uma das trabalhadoras, Rosiglene Silva Conceição, disse que em outubro completará 10 anos que trabalha no setor de cereais e agora a empresa decidiu realizar alguns cortes nos benefícios. Ou seja, a Nestlé trata com descaso uma trabalhadora que vem prestando serviços e garantindo os lucros dos patrões há mais de 10 anos.


Foto: Paulo José/Acorda Cidade

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Foto: Paulo José/Acorda Cidade

"Nós estamos hoje aqui para reivindicar por melhores salários, até porque estão cortando nossos benefícios, estão querendo reduzir a porcentagem do adicional noturno, muitos lesionados estão trabalhando na empresa e eles não querem conversar com a gente", disse a trabalhadora.

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Segundo o trabalhador Paulo Marcos Santos, a empresa agora adotou um sistema de coparticipação no plano de saúde com 20% sendo descontado do próprio trabalhador. De acordo com Marcos, após essa medida, algumas clínicas que eram credenciadas à empresa, não estão mais realizando atendimentos.

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"Tivemos um reajuste de salário de 7%, porém ao nosso plano de saúde foi aplicado uma coparticipação de 20%, sendo que quando entramos aqui, nada disso existia. Nem todos os hospitais estão querendo atender a gente, se tiver lesionado, não temos como pegar relatório, nem apresentar ao INSS para ser afastado. A insatisfação é grande por parte de todos aqui, porque quando entramos, existiam os benefícios e agora estão querendo cortar", disse o trabalhador.

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Ivan de Jesus Ferreira, outro trabalhador da empresa, de forma legítima também expressou a sua indignação com a forma lastimável com a qual Nestlé trata seus trabalhadores: "Eu estou muito insatisfeito aqui, porque a empresa vem tendo uma atitude muito leviana com relação aos colaboradores. Um hora, nós tínhamos um plano de saúde, a gente tinha condições básicas e justas de trabalho, mas agora com a nova direção, estamos perdendo tudo isso. Reduziram o nosso ticket alimentação em 48%, tirando o pão da nossa mesa, além disso, estamos com centenas de funcionários de certa forma lesionados, precisando de cuidados médicos, sem nenhuma condição de atuar nas atividades laborais e eles nos tiram essa condição básica da saúde. Porque muitos hospitais foram descredenciados com o novo plano de saúde que eles adotaram. Temos que pagar 20% quando realizamos algum tipo de atendimento médico, e a empresa com uma magnitude dessa, uma empresa multinacional, vem se comportando como uma empresa de fundo de quintal".


Foto: Paulo José/Acorda Cidade

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"Os trabalhadores aprovaram essa greve por tempo indeterminado, tendo em vista que a empresa apresentou uma proposta para acordo coletivo 2021/2022, mas os trabalhadores rejeitaram. Colocamos um edital de greve, os funcionários aprovaram e agora estamos abertos para negociação a qualquer dia e a qualquer hora. Até o presente momento, a empresa não se posicionou para negociar, solicitaram que os trabalhadores voltassem e assim, teria a conversa, mas por não ter nenhuma garantia, então a greve permanece. Os funcionários estão aí aflitos, nesse aguardo de uma proposta, ninguém trabalhou nesta segunda-feira, até porque a greve teve início desde às 0h e cerca de 600 funcionários estão aqui de braços cruzados", informou o diretor do Sindialimentação.

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Com informações do jornal Acorda Cidade.




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