Política

CENTRALIZAÇÃO DO SUS

Centralização do SUS sob controle dos trabalhadores da saúde, uma medida contra a crise sanitária

Vimos os números de mortes por COVID- 19 aumentar drasticamente na última semana, ultrapassando os 4 mil mortos por dia e elevando para quase 3 mil a média móvel. O sistema de saúde está colapsado nacionalmente, sem leitos e com atendimento precário nos hospitais públicos, devido a precarização que vem desde antes da pandemia, com a falta de funcionários e de equipamentos e até EPIs em algumas unidades.

sábado 10 de abril| Edição do dia

Foto: GHC/DIVULGAÇÃO/JC

Essa realidade fez com que uma pesquisa preliminar da Universidade de Havard divulgada pelo G1 apontasse uma diminuição de dois anos na expectativa de vida do brasileiro ao nascer. Essa realidade tem levado a beira do desespero milhares de brasileiros, já são 14,2 milhões de desempregados, enquanto o aumento da carestia de vida diminui a saúde, o sistema público já está colapsado com a própria crise sanitária.

As medidas dos governos são insuficientes, precárias e não pensam na vida da população e sim no lucro dos empresários como prova recente aprovação da compra de vacinas por empresas. Diante de uma realidade caótica, algumas medidas emergenciais poderiam dar conta de minimizar esses danos, como por exemplo uma fila única dos leitos, em hospitais públicos, privados e militares, como vimos essa semana 85% dos leitos dos hospitais militares estão vagos, mesmo diante do colapso da saúde.

Veja também: 85% dos leitos dos militares estão vagos: por fila única de leitos centralizados pelo SUS

Para organizar o sistema de saúde de forma consciente, a centralização de todo o sistema sob controle dos trabalhadores, que tenha como prioridade a organização da força de trabalho a distribuição dos leitos com o intuito de evitar mortes e atender a população, considerando a necessidade dos trabalhadores da saúde que estão sofrendo de esgotamento físico e psicológico desses trabalhadores que chegam a ter pesadelos, onde chegam pacientes e esses trabalhadores não têm condições de socorrê-los.

A questão é que essas medidas colocam em cheque o lucro capitalista, são medidas que visam a melhoria de condições dos trabalhadores e isso fere diretamente os interesses dos patrões, das grande empresas da saúde, da própria indústria farmacêutica e se questionamos a liberdade de pesquisa e quebra das patentes em prol da vida que segue sendo rifada pela pandemia e pela carestia de vida, colocaríamos ainda mais em cheque esses lucros.

Diante disso, a única saída para poder implementar essas medidas é através da luta, da auto-organização dos trabalhadores, da unidade das diversas categorias, do questionamento e imposição aos sindicatos, da apropriação dos métodos da luta de classes para que não paguemos mais pela crise com nossas vidas.

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