RIO DE JANEIRO

Caveirões na Maré: O “feriadão” de mortes do governo Castro

domingo 28 de março| Edição do dia

Na tarde do sábado 27 de março, por volta das 15h os moradores do Complexo da Maré no Rio de Janeiro foram surpreendidos por uma operação do BOPE. 2 caveirões ingressaram no comunidade e atiraram inúmeras vezes em direção dos moradores, segundo informações que recebemos no Esquerda Diário o BOPE passou por vários setores do complexo como a Vila do João, 3 pessoas foram mortas na operação do BOPE e algumas outras feridas. Em imagens pode se ver a rua completamente vermelha do sangue e tendo que ser limpada pelos moradores.

Com o começo da pandemia e até hoje só vimos a violência policial aumentar nas favelas do país e do Rio de Janeiro, passando no mês de fevereiro de 88 mortes para 149 mortes pela polícia. Isso tudo mesmo com a medida de proibição das operações em comunidades decretada pelo STF em junho do ano passado. Há vários casos emblemáticos de mortes em mãos da polícia, so para lembrar alguns, crianças como Ray de 14 anos, Ana Clara de só 5 anos, morta em frente de casa, o caso de Ághata Félix de 8 anos em que o PM segue ativo como se nada tivesse ocorrido. Ou como no caso de João Pedro de 14 anos assassinado dentro de casa em uma operação policial que buscava drogas sem encontrar nada. Guilherme de 15 anos executado com tiro na nuca e outro no rosto por um PM fora do horário de serviço trabalhando com segurança privada em busca de suspeitos de furto. Ou ainda Emily Victoria e Rebeca Beatriz, 2 crianças de 4 e 7 anos, executadas pela polícia em Duque de Caxias.

Não existe justificativa para tamanha atrocidade e brutalidade policial nas favelas do Rio ainda mais no meio da pandemia, onde as mortes por COVID-19 só aumentam. Em pleno “feriadão/lockdown” o governador Claudio Castro através da polícia, implementa medidas mais duras, violentas e repressivas, sempre contra os negros e pobres, como sabemos com total impunidade como vimos ontem na Maré.

Basta da população negra ser assassinada diariamente pela polícia racista do Rio de Janeiro! É preciso lutar pela auto-organização dos trabalhadores e trabalhadoras, da população negra, juventude, mulheres e LGBT, para questionar todo esse regime do golpe institucional, sem nenhuma confiança nas instituições que acobertam essa polícia racista e assassina, braço armado da burguesia golpista, como o judiciário racista.




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