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Eleições 2022 | Castro libera armamento de PMs da reserva, Freixo silencia sobre medida e milícia comemora

A medida de Castro é um reforço para as milícias, com cobertura direta do Estado, que agora lhes fornece armas.

sexta-feira 3 de junho | Edição do dia

Em resolução publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial, Cláudio Castro liberou armamento do Estado para ser utilizado por Policiais Militares da reserva. A medida, chamada "acautelamento", permite que estes policiais que não estão na ativa levem para casa armamento e munições. A medida vem para agradar este setor, base do eleitorado bolsonarista e base também da política de promoção de chacinas que Cláudio Castro vem fazendo, a mais recente tendo ocorrido na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, na capital.

São cerca de 10 mil policias que estão na reserva remunerada da PMERJ. A medida de Castro é um reforço para as milícias, com cobertura direta do Estado, que agora lhes fornece armas. A resolução de Castro contou com a ajuda de um projeto de lei encampado pelo PT na Alerj. Uma lei de autoria de André Ceciliano (PT, presidente da Alerj) e de Flávio Bolsonaro, que passou a valer em 2019, permitiu que PMs da ativa levassem o armamento para casa depois do serviço. Castro expandiu a lei de Ceciliano, e com o apoio deste, colocou armas nãos mãos de PMs da reserva também.

Esta medida é um grande reforço para as milícias, que em sua maioria se compõe justamente de PMs da reserva. É mais uma demonstração de que as milícias não são um "acidente", são criação do próprio Estado do RJ, com sua política assassina contra os pobres e a juventude negra.

Até o presente momento, Marcelo Freixo, que está em empate técnico com Castro, não mencionou o projeto, não falou nenhuma palavra sequer sobre este absurdo. O deputado, que fez sua carreira denunciando as milícias, agora tem como objetivo ganhar o voto destes mesmos policias que são base do bolsonarismo. Para isso, parece que, até o presente momento, Freixo escolheu não mencionar o projeto para não desagradar este setor, que ele definiu como um dos seus interlocutores privilegiados.

Leia mais: Freixo e seu projeto eleitoral burguês: apoio à sua candidatura reúne capitães do BOPE, PM, capitalistas, liberais e pastores




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