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VIOLÊNCIA POLICIAL | Castro e Paes defendem reautorizar as assassinas operações policiais no Rio

Em debate com o governador bolsonarista Cláudio Castro (PSC) na BandNews FM, o prefeito Eduardo Paes (PSD) criticou a restrição do STF à operações policiais no RIo durante a pandemia. Estão juntos contra os trabalhadores e para defender a repressão racista da polícia que levou ao massacre de Jacarezinho.

sexta-feira 21 de maio | Edição do dia

No debate na rádio da Band e em falas anteriores, Paes vem atacando a decisão do STF de restringir operações policiais nas favelas do Rio. Isso se dá logo após a segunda maior chacina cometida pelas forças policiais no Rio de Janeiro, Jacarezinho, onde a polícia civil assassinou 27 pessoas.

Paes critica demagogicamente a brutalidade em Jacarezinho somente para, em seguida, defender o retorno das operações em favelas. Diz que “o monopólio da força deve ser do Estado”, “e não do miliciano ou do traficante”, mas é justamente esse Estado o que é permeado por milícianos, que entra atirando no primeiro jovem negro e que aterroriza a população das favelas.

Outro reacionário presente no debate, e que anunciou a ocupação das favelas do Rio de Janeiro no segundo semestre, é o governador Claudio Castro, aliado de Bolsonaro e responsável direto pela ordem de invasão a comunidade do Jacarezinho. Castro pretende retomar o projeto de ocupação policial das UPPs, inicialmente implantado pelo PT e responsável pela restrição da liberdade, pela violência e por regimes de coação policial das favelas.

Diferente do que gostariam de dar a entender com atritos passados, Eduardo Paes, que enquanto as mães de Jacarezinho choravam seus mortos, estava em uma roda de samba sem máscara e que em fevereiro prometeu armar ainda mais a Guarda Municipal, compartilha com castro do racismo violento e assassino da elite brasileira. Colocam as diferenças de lado para se unirem contra os trabalhadores e o povo negro e periférico.

Leia também: Um debate de estratégia com a esquerda a partir da chacina do Jacarezinho

Prefeito e Governador também estão de mãos dadas pela precarização do trabalho no Rio. A CEDAE foi privatizada e, como mostram denúncias enviadas ao Esquerda Diário, as merendeiras e outras trabalhadoras terceirizadas das escolas estaduais estão sem salário há meses. Também ao menos 10 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Rio, com diversos trabalhadores da área da saúde, estão funcionando sem receber, enquanto as OS lucram com a privatização.




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