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Fome | Carolina Cacau: "É revoltante ver Bolsonaro no luxo, enquanto nossos alunos desmaiam de fome"

Reproduzimos aqui declaração da professora da rede pública do Rio de Janeiro, Carolina Cacau, contra o caso da menina de 8 anos que desmaiou de fome na sala de aula e todo o aumento da miséria de vida que vemos hoje no país, fruto dos ataques que descarregam nas costas dos trabalhadores, especialmente dos negros.

quinta-feira 18 de novembro | Edição do dia

“Essa semana veio à tona o caso da menina de 8 anos que desmaiou de fome em uma escola pública daqui do Rio de Janeiro. Histórias assim infelizmente têm sido cada vez mais presentes no cotidiano da classe trabalhadora que amarga horas na fila do lixo e do osso e ainda é tem que ver seus filhos passando mal de fome.

Nessa semana também saiu uma pesquisa do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional que mostra como atualmente só 26% das crianças têm acesso às três refeições diárias.

Essa porcentagem enche nossos olhos de lágrimas e nosso peito de raiva, pois são exemplo do que significam os ataques e miséria de vida que descarregam em nossas costas como parte da obra econômica do golpe institucional de 2016 que acentuou problemas que já existiam, agravando com o governo reacionário de Bolsonaro e Mourão.

Enquanto o presidente está no Qatar passeando em automóveis de luxo, a realidade no Brasil é a mais dura miséria capitalista que faz sofrer até as vítimas mais indefesas, as crianças. É revoltante ver Bolsonaro no luxo, enquanto nossos alunos desmaiam de fome. Enquanto professora da rede pública do Rio de Janeiro, vejo cenas assim e aumenta minha certeza de que o capitalismo tem que acabar! E pra isso, precisamos nos organizar!

Basta de uma minoria de empresários e políticos cheios de privilégios e lucros garantidos, enquanto a maioria da população passa fome, vive no desemprego e na pobreza! O aumento dessa situação de miséria coloca a urgência de batalharmos por um programa de emergência da classe trabalhadora, começando por lutar por reajuste salarial mensal de acordo com a inflação, por empregos com direitos, não abaixando a cabeça para as reformas e cortes de direitos que os de cima aprovam para descarregar a crise em nossas costas.

Sabemos também que a maioria da classe trabalhadora, dos desempregados, assim como das crianças que passam fome, como o caso da menina de 8 anos que desmaiou na sala de aula, são negros e negras que não só sofrem com a exploração, mas também com o racismo estrutural que marca a história de nosso país. Neste 20 de novembro gritaremos em nome de cada criança que tem sua infância e futuro roubados pelos capitalistas. Chega de chacinas, fila do osso e precarização! Fora Bolsonaro e Mourão racistas.

Leia mais: Contra Bolsonaro, Mourão, a fome, a precarização e as chacinas, faremos Palmares de novo!




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