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Metrô | Caos no metrô de São Paulo ontem é resultado da politica de sucateamento do PSDB de Doria

terça-feira 3 de agosto | Edição do dia

No final da tarde de ontem, 2 de agosto, os usuários do metrô de São Paulo se viram novamente diante de um caos causado por uma falha de equipamento - isso já vem se tornando uma rotina, porém dessa vez a falha em questão acarretou um princípio de incêndio em um equipamento de via entre as estações Tiradentes e Luz. Em decorrência disso o metrô teve que fechar as estações entre São Bento e Carandiru, e circular com velocidade reduzida no resto do trecho da linha 1-azul, que liga a zona norte a zona sul. Mas qual o motivo de falhas diárias, ou falhas que chegam a acarretar princípios de incêndio parando um dos principais meios de transporte da maior cidade da américa latina? 

O que ocorre no metrô de São Paulo, sob gestão do PSDB de Doria há quase três décadas, é um sucateamento do transporte público a fim de facilitar a sua entrega para a iniciativa privada, como foi com a linha 5-lilás, e agora com a tentativa das linhas da CPTM. Corta-se drasticamente os investimentos, o número de funcionários, parte da manutenção, enquanto se fazem linhas inteiras novas, com os equipamentos e trens mais novos para se entregar tudo para a iniciativa privada, como foi o caso da linha 4- amarela, entregue para a CCR, com um acordo que gera gastos milionários ao Estado. Recentemente a mesma CCR recebeu do governo Doria quase 1 bilhão de reais em aditivos contratuais com a justificativa de "reequilíbrio financeiro" para, nas semanas seguintes, arrematar por esse mesmo valor duas linhas da CPTM em mais um leilão de cartas marcadas. Enquanto isso, Doria e a empresa avançam em tentar retirar os direitos dos metroviários e sua sede histórica do sindicato.

Resta à população sofrer com trens superlotados, devido a essas falhas falhas que acontecem diariamente no sistema, mas principalmente a falta de expansão nas linhas para atender confortavelmente a população. Em meio a pandemia andamos nos trens como se estivéssemos em latas de sardinha, sem nenhum distanciamento, deixando claro para qualquer um que o combate a pandemia de Dória não se trata de nada além de demagogia para se colocar como um possível candidato a reeleição, ou a eleição presidencial.

Vale destacar a atuação dos trabalhadores, que mesmo com o quadro de funcionários absurdamente defasado, por vezes atuam em situações de risco, como neste princípio de incêndio, e se desdobram para tentar atender a população da melhor forma possível, mesmo em meio a todo o caos causado, exclusivamente, pelo sucateamento do setor de transportes, provocado pelas políticas privatistas de Doria e seus secretários. Além do avanço da terceirização que vem precarizando o trabalho de milhares de funcionários, em sua maioria mulheres negras, que recebem muitas vezes menos de um salário mínimo.

Que cada vez que nos depararmos com a superlotação e com o caos no metrô lembremos que é preciso lutar por um metrô 100% estatal, por mais metrô para a população, como dizia o colete que os metroviários usavam em sua campanha salarial por mais contratações - em meio a uma onda de desemprego, se há vagas a serem preenchidas para o melhor atendimento à população o metrô deve contratar pessoas para trabalharem. Por iguais direitos e salários entre efetivos e terceirizados e incorporação imediata de todos esses funcionários. Por um metrô sob o controle dos trabalhadores e usuários, pois apenas aqueles que trabalham cotidianamente, e aqueles que fazem uso desse transporte para se locomover sabem as reais necessidades de funcionamento.




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