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“Campo de guerra”: Hospital privado de Porto Alegre aluga contâiner para expandir necrotério

O Rio Grande do Sul vive a fase mais grave da pandemia, com a maior média de mortes e o sistema de saúde colapsado. Nesse contexto, o Hospital Moinhos de Vento, que fica em Porto Alegre, contratou um contêiner nesta terça-feira (2) para colocar as pessoas que morreram em decorrência das complicações da Covid-19 pois não há mais espaço para os mortos.

quarta-feira 3 de março| Edição do dia

Foto: Money Sharma/AFP/JC

A situação desse hospital não é isolada. Ele registra a maior ocupação de leitos de UTI na cidade com 119,7% de lotação, mas em toda a cidade a ocupação na UTI já excede os 100%. De acordo com o superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, a situação é “calamitosa”, parecendo um “campo de guerra”.

Mesmo com a grave situação do sistema de saúde, professores mortos por Covid e alunos infectados, Eduardo Leite chegou, ontem, a entrar na justiça para derrubar uma liminar que suspendeu o retorno das aulas. Sebastião Melo decretou que os passageiros dos ônibus não podem viajar em pé, mas manteve a quantidade de linhas, o que tem gerado amplas e demoradas filas de espera nas paradas de ônibus, mantendo o mesmo risco de contágio e aumentando o tempo de espera daqueles que necessitam do transporte público.

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Toda essa situação é responsabilidade do prefeito de Porto Alegre Sebastião Melo (MDB) e do governador do estado, Eduardo Leite (PSDB), que esperam a situação colapsar para pensar em algumas medidas, insistem na reabertura das escolas e não tomam nenhuma medida para que a população não tenha que se expor ao vírus cotidianamente.

Frente a essa situação extrema é urgente a abertura de novos leitos para a saúde pública. é necessário abrir os leitos privados para o SUS, assim como utilizar quartos de hotéis, apartamentos e demais estabelecimentos vazios para que seja usados como leitos provisórios e garanta atendimento para todos antes que o colapso chegue de vez. Assim como é necessário a reconversão de toda a indústria para produzir respiradores, equipamentos e insumos para combater a pandemia; o fechamento de todas atividades não essenciais sem que haja demissões; contratação de mais trabalhadores da saúde; EPIs e testes para toda a população.

Frente a falta de vacinas e a irracionalidade capitalista, é preciso também a quebra das patentes para que haja liberdade de pesquisa e distribuição gratuita a toda população. Dessa forma seria possível atender a alta demanda de vacinação, colocando a vida da população em primeiro lugar e não o lucro da indústria farmacêutica.




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