Campanha da Flavia Valle em Contagem vai às fábricas defender anulação das reformas

A candidata à vereadora de Contagem do Movimento Revolucionário de Trabalhadores por filiação de democrática pelo PSOL, Flavia Valle, entra em sua segunda semana de campanha com panfletagens nos bairros e fábricas da cidade mineira. Uma campanha que conta com a força militante de jovens e trabalhadores que defendem uma luta nacional contra Bolsonaro, Mourão, militares e as instituições do golpe institucional, lutando pela anulação de todas as reformas de Temer, Bolsonaro e dos golpistas.

sexta-feira 9 de outubro| Edição do dia

Em declaração ao Esquerda Diário, Flavia Valle reafirmou o caráter nacional dessas primeiras eleições sob o governo Bolsonaro e o combate que busca dar, desde sua campanha, ao regime do golpe institucional:

Essas são as primeiras eleições no governo Bolsonaro e muitos políticos fazem falsas promessas sobre o que vão fazer nas cidades se eleitos. Mas nós dizemos a verdade: os problemas estruturais de Contagem e do país não vão se resolver pela via institucional. A pandemia agravou as consequências da crise econômica, a população sofre com o desemprego, a precarização, a fome e o coronavírus, enquanto políticos como Bolsonaro, Mourão, Zema e Alexis governam a serviço dos grandes empresários, para manter seus lucros atacando a classe trabalhadora e a população pobre. Nesse objetivo estão juntos com o STF, judiciário, Rodrigo Maia e o Congresso Nacional.

A candidata do MRT também defendeu uma nova Constituinte Livre e Soberana para anular todas as reformas:

Não devem ser eles os que decidem os rumos do país, e sim a maioria da população. Por isso, batalhamos não somente para mudar os jogadores, mas as regras do jogo desse sistema político autoritário, impondo com nossa luta uma nova Constituinte Livre e Soberana com representantes eleitos, para anular as reformas e refazer as leis que prejudicam os trabalhadores.

Flavia também destacou a importância de não repetir os erros do PT e de superar o partido pela esquerda:

Por essa via podemos enfrentar os velhos coronéis que mandam e desmandam na política tradicional da nossa cidade e os ditos “novos políticos” que defendem Bolsonaro e Zema: eles querem Contagem para os grandes empresários e super-ricos. Para defender nossos direitos não podemos repetir os erros do PT, que governa e concilia com a direita, como faz Marília Campos mais uma vez, se aliando com o partido golpista de Temer, o MDB. Pretendendo com isso, continuar administrando o capitalismo que explora e oprime a maioria da população. Nossa atuação é para potencializar a voz e a luta dos operários das fábricas, das professoras e educadoras como eu, das trabalhadoras da saúde, dos Correios, petroleiros, entregadores de app, terceirizados, da juventude e de todos trabalhadores, em sua maioria mulheres e negros, para enfrentar a Reforma Administrativa, as privatizações, demissões e precarização do trabalho.

Na luta contra os empresários é necessário construir uma alternativa que supere a estratégia do PT pela esquerda. E o único caminho realista para conquistar as demandas em nosso município é fortalecendo na luta de classes em todo estado de Minas Gerais e no país, a unidade de toda a classe trabalhadora, das mulheres, dos negros e LGBTs.




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