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Porto Alegre | Câmara quer votar nesta quarta ataque ao meio passe estudantil e dos professores

A Câmara Municipal de Porto Alegre irá tentar mais uma vez nesta quarta (24) votar o projeto do prefeito bolsonarista, Sebastião Melo, que acaba com o direito ao meio passe dos estudantes e dos professores. Um ataque que visa garantir com que os barões dos transportes lucrem cada vez mais.

quarta-feira 24 de novembro | Edição do dia

Como parte dos planos de desmonte e ataques ao transporte público da cidade. Melo que aprovar mais um de seus ataques. Um dia após ter sancionado a lei que irá extinguir o cargo de cobradores e gerar milhares de demissões, mais um de seus projetos será pautado na Câmara dos vereadores. O ataque ao meio passe irá trazer grandes dificuldades para a população. Os professores que são uma categoria cada vez mais precarizada devido a inúmeros ataques que vem sofrendo nos últimos anos, terão mais dificuldade com esse ataque para conseguirem dar aula. Os estudantes também sofrerão muito com isso, já que o projeto coloca limitação ao direito para renda baixa. Isso afetará o acesso de milhares de estudantes a esse direito e, na prática, resultará em evasão escolar.

Nos últimos meses, Sebastião Melo tentou passar projetos semelhantes na Câmara, ataques aos direitos dos estudantes em irem para a escola. Nessas ocasiões aconteceram algumas pequenas mobilizações, e o projeto ainda não foi a votação. Porém as burocracias sindicais e estudantis não fortaleceram a luta dos estudantes, fizeram chamadas pró-forma, e buscaram saídas judiciais e parlamentares para impedir os golpes do Prefeito.

A juventude Faísca está presente nas galerias da Câmara mostrando seu repúdio a mais um ataque de Melo e os vereadores da direita contra o transporte público, assim como foi o fim dos cobradores e a privatização da Carris. Tudo isso para precarizar o transporte e gerar mais desemprego em nome dos lucros dos empresários.

Devemos confiar somente na força de nossa classe. Para enfrentar os ajustes, ataques e privatizações é necessário a unidade da classe trabalhadora com a juventude. Exigimos que as centrais sindicais e uniões estudantis (CUT, CTB, UNE), saiam de suas paralisias e se mobilizem, convocando assembleias de base em cada local de estudo e trabalho, para construir um plano de lutas contra todos os ataques de Bolsonaro e dos governos estaduais e municipais, apontando um caminho independente de todos os setores do regime do golpe que atuam para despejar a crise dos capitalistas nas costas dos trabalhadores e da juventude.




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