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Câmara de São Paulo aprova em 1º turno, com ajuda do PT, mais um ataque aos servidores

Na mesma noite, 20/10, em que a câmara de vereadores de São Paulo aprovou em primeiro turno um aumento de 30% no salário de cargos comissionados, aqueles indicados políticos do governo, também aprovou um projeto de lei que retira ainda mais direitos dos servidores municipais. E para isso o governo contou com a ajuda da bancada do PT.

quinta-feira 21 de outubro | Edição do dia

Foto: reprodução

Nas últimas semanas, o governo Nunes (MDB) vem buscando emplacar um enorme ataque aos servidores municipais da cidade de São Paulo com o Sampaprev 2, que iria até o confisco de parte das aposentadorias dos atuais aposentados.

Não atoa os servidores municipais estão em greve contra esses ataques que são parte do grande projeto partilhado por Nunes, Doria, Bolsonaro, congresso e judiciário de descarregar a crise nas costas dos trabalhadores. Ainda, junto com essa reforma da previdência municipal (o PLO 07/21), que foi aprovada em primeiro turno na semana passada, Nunes também apresentou outros projetos de lei que seriam uma versão municipal de reforma administrativa.

São três PLs diferentes que foram aprovados em primeiro turno na noite de ontem. Entre eles o PL 651 que aumenta os salários de funcionários comissionados, ou seja, aqueles que são indicações políticas do governo, como subprefeitos, chefes de gabinete e secretários adjuntos. Em média essas funções terão reajustes em torno de 31%. É isso mesmo, mais de 30%! Isso enquanto todo o conjunto do funcionalismo já vem amargando anos sem reajuste real, o que pesa ainda mais num momento como agora em que tudo está mais caro. Lembrando que o próprio prefeito, que quer tirar 14% do salário dos aposentados que ganham pelo menos R$ 1100, já vai ter seu salário reajustado em 46% a partir de janeiro, passando a receber R$ 35,4 mil!

E o outro fato escandaloso da noite de ontem foi na votação do PL 652, que contou com a ajuda da bancada do PT que votou favorável à sua aprovação. Esse PL, nada mais nada menos, altera o cálculo das férias dos servidores para pior, reduz o número de faltas abonadas que um servidor pode ter, mas não só como na prática inviabiliza esse direito! Como sabemos não se trata de nenhum privilégio, mas uma necessidade, sobretudo para as mulheres com duplas ou triplas jornadas de trabalho.

A justificativa da bancada do PT foi de que com ou sem o voto do PT, o governo aprovaria o PL (!!!), e que no PL havia pontos positivos, como reajustes nos vales dos servidores, e que votaram favoráveis para ter espaço para negociar emendas ao projeto com o governo. A reação do funcionalismo nas redes mostra muito bem que nenhum de nós é ingênuo de acreditar que podemos esperar coisas boas desses partidos da direita que dirigem a câmara e governam a cidade.

Esse é o PT que, com Lula em 2022, quer se colocar como alternativa ao Bolsonaro para os trabalhadores! Grande alternativa essa que ataca nossos direitos em troca de negociatas junto com a direita, para se mostrar viável para administrar esse regime podre. Não trabalham para massificar realmente nossa greve, garantir que os trabalhadores tenham voz para decidir os rumos; não usam toda estrutura dos sindicatos que dirigem como o SINDSEP, mas sobretudo a CUT e CNTE, para impulsionar uma greve nacionalmente.

Estamos vendo como o PT, com a sua política de pressão parlamentar por fora de impulsionar a organização dos trabalhadores, não é alternativa. Por exemplo, como o que fizeram agora dirigindo a APEOESP que deixou o governo do Doria abrir caminho para a aprovação da nova nefasta reforma administrativa contra os servidores estaduais.

Não fazem melhor que o SINPEEM e Claudio Fonseca, que o mais radical que se propõem a fazer é ler o nome dos vereadores que votaram contra os trabalhadores e dizer que não voltam mais....mas, infelizmente, sabemos que eles voltam, exemplo do intragável Fernando Holiday que em 2018 riu da cara dos servidores com a aprovação do Sampaprev 1. Por isso, é urgente a construção de uma alternativa que seja de fato dos trabalhadores, ou seja, com independência e na luta de classes.

Leia também: É urgente um plano de luta contra a fome e o desemprego.




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