Política

REFORMA NO RJ

Cacau: "Paes aprofunda crise do Rio arrochando salários e atacando servidores municipais"

Reproduzimos a seguir declaração de Carolina Cacau sobre a Reforma da Previdência de Paes que deve vir à votação amanhã no Rio de Janeiro.

terça-feira 6 de abril| Edição do dia

Eduardo Paes se elegeu se vangloriando que seria diferente da gestão catastróficas do Crivella e o que vemos até agora é um governo que deixou a saúde voltar ao colapso, semana a semana, tomando medidas demagógicas e totalmente insuficientes pra pandemia e não tomou nenhuma medida concreta para estimular o emprego.

E agora propõe como solução “mágica” para a crise o que os capitalistas sempre fazem, que sejam os trabalhadores que paguem a conta com a reforma da previdência.

Essa reforma propõe atingir servidores com faixas salariais acima de 6 mil, aumentando a alíquota de 11% para 14%. Quer também mudar a idade de aposentaria para novos servidores, de 65 anos para homens e 62 para mulheres, e também estabelece a previdência complementar que pode até mesmo afetar a arrecadação.

Hoje será para quem ganha acima de 6 mil reais, numa medida para tentar dividir os trabalhadores e abrir as portas pra uma reforma que pode atingir todos os servidores municipais. Obviamente a gente sabe que os políticos e juízes que ganham salários altos e muitos privilégios não irão fazer parte dessa reforma.

Pra muitos servidores públicos que estão na linha de frente da pandemia não chegou a vacina, mas vai chegar desconto no salário com essa reforma. Serão os trabalhadores da saúde, professores e outras categorias do funcionalismo municipal os afetados enquanto os grandes empresários da indústria e do comércio lucram com a crise.

O que teria de ser feito é taxar as grandes fortunas, acabar com as grandes isenções fiscais bilionárias do Rio, cobrar as dívidas dos grandes capitalistas com a prefeitura. Lutamos por isso e por uma Petrobras 100% estatal para financiar um plano de obras públicas para combater o desemprego e financiar uma reforma urbana radical que dê condições dignas de vida para os cariocas.

São medidas que dariam condições reais para enfrentar a crise social que o Rio enfrenta, Paes, como bom defensor de seus amigos grandes empresários, vai tirar do bolso dos trabalhadores, fazendo mais uma vez que essa crise seja paga pelos trabalhadores.

Esse ataque precisa de uma resposta dos trabalhadores. A esquerda precisa sair dessa trégua com Paes. Ele não é, nunca foi e nunca será nosso aliado. O apoio político das organizações de esquerda a ele nas eleições cobram seu preço, sedimentando a passividade e a aceitação a uma figura nefasta como Paes. Não basta criticar o projeto em suas redes sociais, o PSOL precisa colocar suas bancadas para chamar os trabalhadores e sindicatos a se mobilizarem.

Diferente de Freixo, que constrói um caminho para se unir com o próprio Paes e Maia em 2022, nós temos que construir uma força que responda agora aos ataques que estão sendo feitos, que busque organizar os trabalhadores e trabalhadoras em suas categorias, para lutar contra os ataques, em defesa da vida, e dos empregos e por vacina para todos. Nessa luta nosso inimigos são Paes, Castro, Bolsonaro, Mourão e todo o regime do golpe.

A CUT, dirigida pelo PT e CTB, dirigida pelo PcdoB, precisam mobilizar suas bases para combater essa reforma da previdência.

Não a reforma da Previdência de Paes!




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