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Cacau: "A mesma polícia que reprime o BLM é inofensiva contra os bandos golpistas de Trump"

Hoje (06), bandos trumpistas invadiram o Congresso norte amerinaco. Uniformizados com roupas e equipamentos militares, levantando bandeiras dos EUA e outros símbolos reacionários, os supremacistas brancos encontraram em sua frente mais um aliado do que um inimigo. A polícia demonstra mais uma vez que a sua única função e a manutenção da exploração e opressão racista, assim como a defesa da propriedade privada.

Carolina CacauProfessora da rede estadual em Nova Iguaçu-RJ e dirigente do Quilombo Vermelho - Luta Negra Anticapitalista e MRT

quarta-feira 6 de janeiro | Edição do dia

Durante as manifestações do Black Lives Matter ano passado, contra a violência policial que fez vítima George Floyd, sufocado pelo joelho de um policial supremacista branco, milhares de jovens foram brutalmente reprimidos pelas forças estatais do imperialismo norte americano.

A polícia prendeu centenas e vários processos ocorreram contra os manifestantes, que não só Trump reagiu com todo o ódio racista que possui, como governadores democratas também lideraram repressões nos estados em que governavam contra a reação massiva que ficou acumulada por anos a fio de violência policial contra os negros.

Este é o aparato repressivo que o Estado norte-americano recorreu para reprimir as manifestações, no mesmo congresso que hoje os bandos supremacistas, em sua invasão golpista, tiveram toda complacência da polícia

A polícia norte americana, assim como a brasileira, são pilares fundamentais do racismo estrutural e da defesa da propriedade privada e das riquezas dos capitalistas,e para isso assassinaram todas as vidas negras que forem capazes. Da mesma maneira que na polícia brasileira genocida o bolsonarismo encontra grande apoio, os supremacistas brancos possuem estreitas relações com as forças repressivas americanas.

A mesma postura inofensiva diante do racista que assassinou dois manifestantes e feriu outro durante um protesto do Black Lives Matter em Wisconsin, Kenosha, é a que encontramos hoje durante a invasão golpista dos bandos trumpistas ao Capitólio.

O Estado capitalista, nas mãos de republicanos ou democratas, não só permite que figuras como Trump incentivem supremacistas brancos como os da marcha em Charlottesville, como é complacente e inofensivo contra estes grupos e seus intentos racistas e golpistas. Trump, por outro lado, faz um jogo duplo e pede “respeito” de sua base reacionária aos policiais.

Não será este Estado e a administração de Biden e Harris que enfrentará a extrema-direita americana. Somente a auto organização dos trabalhadores, independente do imperialismo Democrata, incorporando a raiva e radicalidade do Black Lives Matter, é capaz de derrotar e afundar Trump e seus capachos, ao mesmo tempo em que se defende dos ataques que virão do governo imperialista de Biden.




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